Portugal é grande quando abre horizontes

02
Set 13

Gente que vive no fingimento dos salões nobres chama-lhe “diplomacia coerciva”. Você e eu usamos uma expressão mais clara: é a “diplomacia do canhão”. Quando o meu é maior e mais potente do que o do meu vizinho, ameaço-o ou mando-lhe mesmo uns balázios. Espero, depois, que ele se conforme à minha maneira de ver as coisas.

 

É, ao fim e ao cabo, uma “diplomacia” perigosa. O meu tiro pode cair no alvo errado. Ou pode levar o meu vizinho a adoptar outros truques, o que me obrigará, passada a surpresa, a mandar-lhe mais uma chuva de balázios e assim sucessivamente, arrastando-me muito para além do que eu pensava fazer.

 

Assim, chego à conclusão que a “diplomacia do canhão” só é eficaz se for usada com toda a força, logo nas primeiras horas, de modo a dar um golpe fatal ao meu vizinho. Mas, nessa altura, já não será “diplomacia”. Terei que lhe chamar “guerra”, para evitar que outros lhe chamem “agressão”. 

publicado por victorangelo às 21:47

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