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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Contra a boçalidade na política

Em política, não é preciso usar palavrões e expressões boçais para que os outros entendam que se é decidido. É resoluto quem toma as decisões que se impõem, depois de pesados os prós e os contras. É isso que se exige a quem lidera. E que mostre, também, que sabe ser distinto no relacionamento com os outros, aliados e adversários. A elegância dá serenidade à política. E ensina-nos o respeito pelos outros. Que é coisa que muito ausente anda da vida política portuguesa.

Falando de emigração

O meu Pai tinha quatro irmãos. Três deles emigraram, um para a França e dois para o Brasil. Hoje, tenho primos em Portugal, na França e no Brasil. Eu próprio sou, no sentido próprio do conceito, um emigrante.

 

Assim tem sido a história de gerações de portugueses. E assim parece, agora também, ser a opção para muitos dos mais novos. Só que, dantes, partia-se para fora e passavam-se décadas sem que se voltasse à terra natal. Agora, volta-se regularmente. E com os meios de comunicação que existem - alguns sem custos, como o Skype - até parece que não se está longe. Mas a porta ali ao lado é sempre uma porta distante.

 

Reformas e maneiras de ver

Na Noruega, os funcionários públicos reformam-se aos 66 anos. E a lei prevê que um aumento progressivo desse limite etário, à medida que a esperança média de vida aumente.

 

Ninguém acha estranho. Estranho é, isso sim, pedir a reforma antecipada, sem que existam razões de força maior para o fazer.

 

Não creio que o facto de terem apenas direito a 15 minutos de paragem para o almoço possa ser considerado como razão suficiente para pensar numa antecipação da reforma...

 

Em Oslo

Passei a tarde em reuniões no Ministério dos Negócios Estrangeiros. A analisar questões africanas e europeias. Depois, o ministério organizou um jantar junto ao fiorde. Com filete de baleia e bacalhau fresco. Norueguês por um lado, quase português, por outro. Só que eu não posso dizer aos meus amigos que trinquei a baleia. Aconselharam-me a dizer que se tratava de uma experiência científica.

 

Verdadeiros diplomatas, não haja dúvida.

Noruega e Portugal

Amanhã e Sexta-feira estarei na Noruega, no quadro da minha colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros desse país. É sempre um prazer voltar a Oslo, com a sua atmosfera bon enfant, descontraída, um ambiente em que a palavra crise não tem cabimento.

 

Para quem vem de Portugal, onde a crise económica é hoje uma crise de desespero e de falta de perspectivas, o contraste não pode ser maior. Estar em Oslo ajuda-nos a perceber que Portugal não pode continuar obcecado consigo próprio nem num estado de revolta permanente. Nada disso ajuda a construir o futuro. Há que acreditar nas nossas capacidades, ser tolerante em relação aos que pensam de modo diferente do nosso e ser honesto e generoso na relação com os outros. E, acima de tudo, ter uma elite que pensa no progresso colectivo e não apenas no seu proveito pessoal.

 

Tudo isto parece ingénuo. Mas é possível, com um outro tipo de gente à frente da política e da opinião pública. Com gente com sentido da história e não do proveito pessoal que possam tirar de uma efémera passagem pelo poder.

Angola e Portugal, uma parceria que conta

As reacções em Portugal às palavras do Presidente de Angola, que declarou não ser apropriado, de momento, prosseguir o projecto de uma parceria estratégica entre o seu país e o nosso, parecem-me desmedidas. José Eduardo dos Santos tentou fazer pressão sobre Portugal, de modo aberto e em público. A esse tipo de actuações responde-se, em diplomacia, com uma ou duas frases simples, apenas para reafirmar a importância que Portugal dá a um relacionamento excepcional com Angola.  E para acrescentar que a cimeira prevista para Fevereiro de 2014 é tida, em Lisboa, como uma prioridade de primeiro grau das nossas relações exteriores.

 

E mais não se deveria dizer.

Das trevas

Depois de vários dias de viagem, o regresso a Bruxelas foi como cair num buraco escuro. A internet estava avariada, era fim-de-semana, o apoio técnico, com visita a casa, só estaria disponível hoje, segunda-feira. Fiquei mais ou menos furioso, por não compreender que no ano de 2013 não haja assistência técnica presencial ao domingo. Mas o pessoal da Belgacom assegurou-me que hoje de manhã, e certamente antes das 14:30 teria a ajuda técnica requerida.

Passei o dia todo à espera. O jovem informático, pessoa de uma grande simpatia, o que travou as minhas ganas de o engolir vivo, chegou às 18:00 horas. Levou cerca de uma hora para consertar a coisa.

 

E esta noite, voltei das trevas, daquele inferno que é o de não estar ligado à rede.

 

Amanhã volto à escrita regular.

A qualidade e o tratamento cuidado das coisas

Têm sido dias de viagem. Bons para a imaginação e para alargar as vistas, mas fracos em termos de disponibilidade para a escrita. Por isso, a ausência dos últimos dias.

 

Ontem, por exemplo, estive em Saint Émilion, uma região a cerca de 40 quilómetros de Bordéus, em França. Classificada pela UNESCO como fazendo parte do património cultural da humanidade, devido à beleza da localidade, das propriedades rurais e dos seus campos, das aldeias e das casas, é um centro de renome mundial em matéria de produção de vinhos de grande qualidade. Uma reputação que vem de há séculos, graças a uma longa história de exportação de vinhos para a Inglaterra.

 

Saint Émilion vive da qualidade de vida que oferece e dos vinhos de alta gama que coloca no mercado. É um exemplo de como o cuidado que se põe em fazer bem as coisas tem um preço alto e faz viver a economia local. Vende-se qualidade e prestígio. E quem lá vai, paga um preço que não é barato. Mesmo assim, num dia de Outono como o de ontem, estava cheia de turistas.  

Turismo de Outono

A zona de Belém, Jerónimos, Monumento das Descobertas, continua cheia de turistas, apesar de estarmos em Outubro. Bom sinal, não haja dúvida. A nossa economia precisa de muitos visitantes, com um poder de compra razoável, que tragam vida ao comércio e à restauração. Sem esquecer que os turistas e o Sol dão animação à cidade e optimismo às gentes de cá, que bem precisam de acreditar que o amanhã será melhor. Faz bem ver as ruas cheias de gente descontraída e as esplanadas a abarrotar com clientes que nos fazem ter esperança.

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