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Crescemos quando abrimos horizontes

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Em Addis Abéba

Estive em Addis Abéba nos últimos dias, depois de uma ausência de vários anos.

 

É sempre com emoção que volto à capital da Etiópia. A razão é simples: foi a primeira cidade de África que conheci. Cheguei a Addis em Julho de 1978 e aí começou o meu percurso africano de três décadas. Foi uma estada curta – uma semana –, num momento muito difícil para o país. O imperador havia sido deposto e assassinado uns tempos antes. Vivia-se uma época de grande repressão e de terror político, que ficou conhecida na história como o “Derg”, uma palavra que significa “comité”. Milhares de civis e militares foram executados às ordens do Derg, chefiado por Mengistu Hailé Mariam, um ditador sangrento que anos mais tarde haveria de ser meu vizinho de bairro em Harare, onde Mugabe o havia aceitado como refugiado político.

 

A obediência incondicional era então a palavra de ordem. E a miséria definia o modo de vida da população.

 

Hoje, a Etiópia é um país mais livre. Mas ainda muito controlado pelo poder político. A obediência já não terá o mesmo significado que tinha em 1978. Continua, no entanto, a desempenhar um papel importante no quotidiano das pessoas. Há mais espaço político, embora com fronteiras muito definidas. Pisar o risco é um risco grande.

Em Istanbul

O aeroporto internacional de Istanbul reflecte bem o dinamismo económico da Turquia de hoje. Está virado para diversos cantos do mundo, como uma placa giratória e um ponto de trânsito bastante conveniente. E' um aeroporto ambicioso, num país que se quer com projecção internacional. 

A "inteligência" e as missões de paz

Kidal, uma aglomeração que é uma das capitais regionais do norte do Mali, não muito longe da fronteira com a Argélia, é uma terra do fim do mundo. Situada no meio de centenas e centenas de quilómetros de deserto – o Saara em todo o seu esplendor e com toda a sua força – a localidade é uma praça-forte da rebelião Tuaregue. Os guerrilheiros do movimento independentista – Movimento Nacional para a Libertação de Azawad – têm uma base militar na cidade, onde aguardam que o processo de paz decida que destino lhes será dado. A umas centenas de metros dessa base temos o aquartelamento das tropas especiais francesas, que fazem parte da operação Serval. E mais à frente, o campo militar das Nações Unidas. As tropas regulares do Mali também deambulam pela cidade.

 

É um sítio perigoso. Sempre o foi. Hoje, apesar dos diferentes contingentes, foi palco de mais um acto terrorista gratuito. Dois jornalistas franceses, um homem e uma mulher, foram raptados à porta de um notável local e friamente assassinados uns quilómetros mais à frente. A mensagem dos assassinos é simples: não pensem que estamos vencidos!

 

Mas acabarão por o ser. Para isso, é fundamental que a dimensão “inteligência” da missão de paz funcione adequadamente. Que existam especialistas, militares e policiais, que cooperem e que saibam recolher e tratar as informações. É para este tipo de situações que o trabalho de “inteligência” deve estar virado. Não para espiar os cidadãos e os líderes de países amigos.

 

 

Imigração

Dia feriado em Bruxelas, como aliás numa grande parte dos países da UE. As ruas dos bairros residenciais estão desertas e os comércios fechados. Com excepção, claro, das ruas e praças onde se concentram os homens imigrantes. Passar por lá é uma oportunidade de ver grupos de indivíduos na cavaqueira, a aproveitar o feriado. É, igualmente, uma maneira de constatar quanto pesa a imigração numa cidade como esta. Pesa bastante.

 

Por outro lado, se havia alguma loja aberta, era certamente propriedade de imigrantes. Esses não fecham. Estão aqui para trabalhar e ganhar o futuro. Não há, por isso disposição para dias feriados.

 

Como vou viajar no domingo, tentei ver se encontrava uma barbearia aberta, nas ruas da imigração, não muito longe de casa, que me pudesse dar um jeito ao cabelo. Sim, as da imigração, de gentes originárias de fora da Europa estavam a trabalhar. As belgas e as dos outros europeus, essas estavam encerradas. O meu barbeiro habitual, um italiano de idade respeitável que corta o pelo a gente fina, como ele diz, e que só aceita clientes com marcação prévia, tinhas as portas bem trancadas. Leva 16 euros por cada corte. O preço nas barbearias dos “árabes”, como por aqui se diz, varia entre os 5 ou 7 euros, podendo chegar aos 9. Só que o tempo de espera é grande. Hoje, como sempre estavam a abarrotar. Que isto de ser barbeiro é um bom negócio.

 

Não tive paciência para ir para a fila. E assim escrevo este blog com o cabelo por aparar.

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