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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Conhecer línguas

Ontem, ao fim da tarde, no centro da velha e linda cidade de Lovaina, fui abordado por uma jovem vestida ao modo tradicional cigano, como é costume na Europa do Leste. Pediu-me, em flamengo, que Lovaina está na Flandres, umas moedas, uma espécie de gesto de ano novo. Respondi-lhe com duas palavras em péssimo flamengo e mais umas em inglês. Depois continuei a falar com as pessoas que me acompanhavam, num espanhol que já conheceu melhores dias… A jovem virou-se, de novo, para mim, e perguntou-me, em castelhano, se eu vinha de Espanha. Disse-lhe, Portugal! E ela começou então uma conversa em português, uma língua onde também se sentia à vontade.

 

Falámos assim um par de minutos. Nomeadamente sobre a Roménia, o seu país natal.

 

Depois fiquei a pensar. Esta é a Europa de hoje. Para que se possa ter um mínimo de sucesso, mesmo sendo pedinte de rua, é melhor falar várias línguas. 

De Bruxelas e de Lisboa

O centro de Bruxelas, várias ruas e galerias comerciais, não apenas a Grand´Place, estava apinhado de gente hoje ao fim da tarde. O último passeio de domingo, nas vésperas da passagem do ano. Havia gente de todo o tipo e origens, muitos com as marcas que definem os turistas.

 

Até o tempo estava ameno.

 

Havia descontração. Cada um, cada família, cada par de namorados, cada grupo de jovens, aproveitava as luzes da cidade e as decorações de fim de ano como muito bem entendia.

 

Pensei que a tranquilidade é um ingrediente fundamental do bem-estar.

 

Depois, voltei para casa. E vi as imagens de Lisboa. Do lixo por recolher. E outras, que a cidade está triste, insegura e agitada. Comparar não é boa ideia. Mas há coisas que são mais fortes que o querer. Que dão para pensar.

 

Lisboa está a tornar-se numa cidade em que os pombos voam baixinho e os corvos se sentem bem.

A impotência dos intelectuais

Li hoje mais um texto de reflexão de Pacheco Pereira e fiquei a pensar como é possível que um intelectual como ele se tenha tornado tão azedo e revoltado.

 

Uma revolta quase cega, num homem inteligente como ele, é ou não uma indicação clara do falhanço da nossa classe intelectual?

Acreditar em nós

Quem anuncia um mundo novo, que começará dentro de cinco ou seis meses, logo que o actual programa com a Troika terminar, está certamente a gozar com o pessoal. Ou então, tem vistas curtas e ignorância em demasia.

 

Por outro lado, os que dizem que vamos ter um regime de austeridade por mais quinze ou vinte anos – há quem afirme coisas dessas – não tem em conta as potencialidades que existem nem a capacidade de fazer coisas e de encontrar soluções inovadoras.  É gente com uma visão fatalista do futuro, que pensa que o amanhã é apenas uma mera projecção do passado e do presente.

 

O fim da austeridade está, acima de tudo, nas mãos de todos nós. O Portugal que teremos amanhã será o país que a nossa iniciativa, diligência e sabedoria terão construído. Passará, é verdade, por uma melhoria bem marcada da classe política. Não o nego. É mesmo indispensável. Mas resultará sobretudo da nossa vontade de fazer coisas, de encarar o futuro com vontade de vencer, da nossa habilidade e vontade de arriscar e apostar em coisas novas – a “mentalidade de funcionário”, que hoje define a maneira de ser de muitos de nós, não é suficiente para nos tirar do subdesenvolvimento.

 

Estas são as verdades que temos que colocar em frente do nosso espelho. Já o velho Sócrates, na Atenas Antiga, dizia que a sabedoria passa pela coragem na crítica de nós próprios, sem hesitações nem desculpas.

 

O resto é conversa de gente que puxa para baixo. Gente que aliás enche todos os dias os jornais e as televisões com asneiras, ressentimentos e amarguras pessoais.

Competência e moderação não cabem na política portuguesa

Estive recentemente numa conferência e ouvi Vital Moreira falar sobre o Parlamento Europeu e a China. Troquei, depois, algumas impressões rápidas com ele. O Vital tem uma péssima memória para fisionomias, nomes e pessoas. Mas tem sido certamente um grande deputado europeu, muito trabalhador e competente.

 

Lembrei-me hoje dele por achar que é, também, um homem com uma grande moderação e um bom sentido de equilíbrio. Será um dos poucos, na cena política actual de Portugal, que entenderá que a complexidade da realidade nacional exige compromissos e acordos entre gente sensata.  

 

Deverá, por tudo isso, ser excluído da nova lista de candidatos ao Parlamento Europeu. Assim se faz política no nosso país.

 

Reflexão de Natal

No dia de Natal convém combater o facciosismo. Há por aí muitos sectários. Muita gente a ver a realidade por um só prisma, o seu. Tudo o que se diz, comenta ou escreve a partir da posição ou campo que defendem, está sempre certo e é de imediato apoiado. O que é dito por outros, quem olham para as coisas a partir de uma outra lente ou com base numa outra posição partidária, é de imediato recusado. São gente que vê o país a preto e branco, e que tomam partido de modo monocolor.

 

Recuso essa maneira de ver as coisas. Oponho-me a uma sociedade de facciosos. Só leva à ruina.

 

É fundamental denunciar quem promove essa maneira de estar na vida pública.

 

Mas a primeira denúncia deve começar por nós. É que muitas vezes nós somos o intolerante que se ignora.

 

Não seria bom pensar nisso, num dia de Natal, sobretudo nas vésperas de ano que precisa de gente capaz de ultrapassar os arames farpados que nos separam?

Boas Festas virtuais

Hoje este blog fecha mais cedo. Mas não se esquece de todos os que logo à noite e amanhã estarão a trabalhar e de prevenção, de modo a tornar as festas de todos nós possíveis e seguras. É para eles que deve ir um voto muito especial de bom Natal. Depois, para todos os que têm tido a paciência de seguir este blog, nos últimos mais de cinco anos. A escrita cria uma família invisível.

 

 

 

Compras de Natal

O frenesim das compras de Natal esteve este fim-de-semana e hoje no máximo. Um amigo que está a passar a quadra em Viana do Castelo dizia-me que os centros comerciais e as lojas têm grande movimento. O editor da minha secção na Visão escrevia-me, por email, que estava com a família no rodopio das compras natalícias. Outro amigo dizia-me que até na pacata Moita anda tudo a fazer bicha nas caixas dos multibancos, para retirar o metal necessário para gastar em prendas, comidas e bebidas. Nas redes sociais, os meus contactos não falam de outra coisa.

 

Talvez não se gaste muito, pensei, mas pelo menos há azáfama e espírito positivo. Lembrei-me então dos subsídios de Natal, que este ano foram efectivamente pagos.

 

Até os capitalistas andaram nos mercados. Hoje, a banca portuguesa vendeu acções como já não o fazia há muito. Quando os capitalistas investem numa banca que até agora era dada como próxima da falência isto quer dizer que se espera que a economia volte a retomar um certo nível de crescimento.

 

Espero que assim seja.

 

De qualquer modo, tudo isto é uma boa maneira de entrar nos últimos dias que anunciam um ano novo.

Escritos religiosos

Nesta época do ano parece ser de mau gosto falar de política. Mas a verdade é que em Portugal, as elites não falam de outra coisa. Será uma obsessão, ou falta de imaginação ou apenas por considerarem que parar no pino do Inverno é uma traição à luta? 

 

Quem me pode esclarecer?

 

Entretanto, resolvi não ligar aos comentadores televisivos por uns dias. É uma espécie de higiene mental, aproveitando a quadra natalícia…Mas tive logo o azar, depois disso, de ver um mini-vídeo em que aparece aquele fulano que comenta aos Sábados a dizer que a solução é agora um novo aumento do IVA para 24%. Uma coisa temporária, acrescenta, como se não soubesse que em matéria de impostos o que é aprovado como temporário tende a ficar para a eternidade.

 

Como certos políticos, que de tão eternos que são até já fartam…

 

Se ao menos fossem como o Menino Jesus e só aparecessem uma vez por ano, na quadra própria…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Emigração

A reunião anual do Conselho da Diáspora Portuguesa tem lugar nesta Segunda-feira, em Cascais.

 

O Conselho é uma estrutura que surgiu há um ano, por iniciativa do Presidente da República. Congrega três ou quatro dezenas de portugueses que têm conhecido sucesso fora de Portugal e que são gente influente nos círculos em que se mexem. São pessoas ligadas às actividades económicas, ao sector privado.

 

Penso que se trata de uma boa ideia. Convém apostar em gente com sucesso reconhecido além-fronteiras. Não há que ter medo de ouvir a opinião de quem está fora das estruturas habituais.

 

A agenda deste ano é um pouco obscura, mas poderá dar lugar a debates interessantes, pois quando não se entende bem o que se pretende discutir pode-se falar de muita coisa. Os temas são: a mobilidade inteligente, o financiamento alternativo das empresas portuguesas e a questão de saber se Portugal está pronto para o futuro.

 

Não sei o que entender pela mobilidade inteligente, por exemplo. Mas os Portugueses que vi hoje, no mercado semanal de Saint Gilles em Bruxelas, gente simples da emigração, não serão certamente parvos. Sabem bem o que os levou a sair da terra. Tomaram, na altura, a decisão que lhes pareceu mais inteligente.

 

 

 

 

 

 

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