Portugal é grande quando abre horizontes

01
Abr 14

Ser operado ao olho direito no Dia das Mentiras talvez não pareça coisa muito séria. Mas assim foi. Entrei às sete da manhã, passei para a sala de operações às oito, voltei ao meu quarto às 09:30 e tive alta pouco depois do meio-dia. Tudo exactamente como programado. Como o meu cirurgião é um dos grandes especialistas de Bruxelas, e como não havia urgência, tive que esperar quatro meses por vez. Faz oito cirurgias por semana, todas à terça-feira de manhã.

 

O hospital é privado, ou seja tem uma gestão independente do sistema nacional de saúde e é propriedade de investidores privados, mas o que que conta é o regime de segurança social dos pacientes. Um paciente no regime geral, público, pode optar por se fazer operar nesse hospital, se o seu médico operar aí. O sistema público reembolsa o hospital, de acordo com uma tarifa previamente estabelecida por acordo para cada tipo de intervenção.

É um sistema relativamente igualitário. Mas não totalmente. No meu caso, como não estou inscrito em nenhum sistema nacional de saúde – estou abrangido por esquema próprio da ONU – as limitações são menores. Isto que dizer que uma lente inserida na vista de um paciente do sistema público tem um limite de preço, e por isso, de qualidade. Ou seja, o que parece 100% igualitário acaba por não o ser.

 

Faz reflectir.

 

 

publicado por victorangelo às 20:24

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