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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

A imaginação tem que conquistar o poder

Entramos agora na semana do 25 de Abril. Abril com maiúscula, claro, como deve e sempre deveria ser.

 

Passados 40 anos, para além das lembranças e lembrar é sempre importante, já que existe uma enorme tendência para esquecer as lições da História, também com H grande, este deverá ser o momento para reflectir sobre o que somos hoje e o que queremos ser no futuro. Sem apagar o que ficou para trás, é fundamental que olhemos para a frente.

 

É, no entanto, mais fácil falar do passado que sonhar o futuro. Mas é disso que precisamos hoje, de criar o dia de amanhã. Portugal anda a sonhar pouco, demasiado ensimesmado que está nos problemas dos dias que correm.

 

Ter ambição é a única maneira de construir um futuro melhor.

 

Temos que nos focar no horizonte futuro, que 2014 não é 1974. Muito mudou e para melhor. Mas não chega. Os desafios continuam a ser gigantescos.

Crimes de sangue

Ontem à noite tivemos por aqui um crime de morte. Uma criança e dois adultos foram baleados à porta de casa. Vieram a falecer no local.

Hoje, isso foi notícia grande. Até a BBC World falou do drama, no seu horário mais nobre, das grandes notícias.

 

É acontecimento raro, no entanto. Nesta terra estrangeira, onde agora vivo.

 

Quem, como eu, segue o que se passa em vários países europeus, num acompanhamento quotidiano, sabe que um dos países que, nos últimos anos, se transformou numa sociedade de sangue e violência é Portugal. Não se fala muito nisso. Mas é um facto. A violência, sobretudo entre familiares, é actualmente um fenómeno frequente. Mas não só. Existe muita violência por associada a vários tipos de actividades criminosas.

 

Existe, igualmente, muita preocupação em escamotear o que se passa. Por várias razões.

Tem que haver respeito pelas regras

Em democracia, mesmo num país descontente como Portugal, não se pode admitir que uma personalidade política de monta utilize o espaço que um diário de prestígio nacional lhe concede para fazer apelos à sedição. Isso é um crime e deve ser tratado como tal.

 

Na sua coluna desta semana no Diário de Notícias, Mário Soares passa uma parte do seu escrito a incitar os militares à rebelião contra o poder político que está no governo neste momento. Termina mesmo dizendo o seguinte, num apelo claro à sublevação dos militares contra o ministro da Defesa:

 

“Quanto tempo mais vão tolerar as Forças Armadas, as quais só têm sido por ele humilhadas?”

 

Para além do carácter torcido da frase, é preciso que fique claro que, em democracia e na UE, este tipo de posições públicas, assumidas por uma personalidade política influente, é inaceitável. Por mais incompetente que seja o poder político, um apelo destes está fora das regras de um Estado de direito.

Credibilidade

Creio que já o disse aqui, mas volto a repetir que em matéria política a credibilidade é fundamental. O líder deve ter sempre presente que precisa de manter e salvaguardar a sua credibilidade. Essa é a questão que deve estar permanentemente no centro das suas preocupações.

 

Por outro lado, os cidadãos têm que manter a confiança no líder. Só assim se pode governar com um mínimo de sucesso. Só assim se consegue fazer avançar a agenda política. Só assim damos uma impressão de um país positivo, não de uma nação que está zangada consigo própria.

 

Que fique claro. Quando se perde a credibilidade é praticamente impossível recuperá-la. Essa foi uma das lições que aprendi na minha vida pública internacional. Uma vez perdida, as muitas tentativas que o líder faça, para a tentar recuperar, são meramente patéticas e sem resultados.

 

Ontem, a entrevista do primeiro-ministro, por muito bem que lhe possa ter corrido, fez-me pensar nisto.

 

Como também penso na questão da credibilidade quando vejo François Hollande tentar recuperar a imagem perdida. Parece-me, no seu caso, muito difícil. Mas, mesmo assim, talvez menos do que no caso que temos em Portugal.

 

A conclusão que deve ser tirada de tudo isto é muito clara.

Uma bomba que lhe caíu num pé

O Zé Manel é um atirador exímio, um verdadeiro “sniper”. Na sexta-feira deu um tiro no pé direito, que o feriu profundamente na sua ambição de um dia vir a ser presidente da nossa Freguesia. Veio de propósito da estranja, como adora fazer aos fins-de-semana, que muitas vezes começam à quinta-feira, para lançar uns balões de ensaio, na companhia dos amigos que gostariam de o ver à frente da Junta. Esses amigos, gente bem colocada na vida política da aldeia, querem que o Zé Manel ganhe as próximas eleições.

 

Mas agora, com esse tiro no pé, e toda a agitação, títulos, letras gordas, chacota generalizada nas redes sociais, e assim por diante, a coisa ficou seriamente manchada. O balão subiu e estourou. E da próxima vez, quando a houver, que o Zé Manel e os seus amigos estão mesmo convencidos que a eleição é dele, assim que ele voltar a abrir a boca saem de novo os mesmos títulos que saíram neste dias de inferno de agora.

 

Até a imprensa mais favorável foi buscar umas coisas antigas, umas passagens administrativas, enfim, talvez tenho sido mais do que um tiro no pé. Parece, isso sim, que Zé Manel deixou cair uma bomba. E vai ficar a coxear durante muito tempo. Que nós estamos num clima político, aqui na aldeia, que não perdoa.

A favor do aumento do salário mínimo

Já aqui escrevi sobre o salário mínimo. O assunto está agora novamente no topo do debate público em Portugal. Não é por nada, é apenas porque as eleições estão à porta. É uma discussão oportunista, nada mais.

 

Mas para além da demagogia eleitoral, a verdade é que o salário mínimo em Portugal é inaceitavelmente baixo. E isso não tem muito que ver com a produtividade do trabalho. Tem que ver com um tecido empresarial pouco sofisticado, que apenas consegue funcionar se o custo do trabalho se mantiver reduzido. Na minha opinião, o argumento da produtividade deve ser virado às avessas: um aumento dos salários obrigará os empresários a serem mais competitivos, a modernizarem a maneira de fazer negócios. Aumentar o salário mínimo é um incentivo à reforma e modernização da economia.

 

 

A conferência dos massagistas do ego

Ontem teve lugar em Lisboa uma conferência de alto nível. Sim, o Presidente da República, o Primeiro-ministro, o Presidente da Comissão Europeia, mais oito, sim, oito Comissários europeus, mais tudo o que é ministro e gente importante na situação portuguesa de hoje estiveram presentes. Para discutir o futuro de Portugal, o emprego e outras coisas que são fundamentais para o futuro do país.

 

Interessante. Mas mais interessante ainda, é que não vi, na comunicação social, uma só ideia, nova ou reciclada, que tivesse saído desse encontro. Li, isso sim, uma série de elogios, sobretudo destinados ao chefe da Comissão Europeia. E mais uma breve referência ao primeiro-ministro, que terá dito, mais ou menos, que a utilização dos fundos europeus, no passado, foi feita sem ter em atenção as verdadeiras necessidades do país. Mas, que com ele, isso não se passa assim.

 

Valha-nos isso.

A política dos burros

Diz-se, com muita frequência, que só os burros não mudam de opinião. Em matéria política, esta frase é uma injustiça feita aos ditos. E o velho professor de direito, que uma vez mais mudou de opinião política, o que tem sido uma constante sua nos últimos anos, veio provar que assim é. Os burros também podem mudar de opinião. Assim, o professor opina agora que o que Portugal precisa é de uma coligação de governo entre o Partido Socialista e o Partido Comunista.

Um bom exemplo de boa vizinhança

Passo a citar a edição desta manhã do boletim Informativo Diario CELARE ALC-UE.

 

Este apanhado diário de informação sobre a América Latina é muito lido em vários sítios importantes.

 

 

 

"España y Portugal acuerdan un plan de acciones conjuntas para la promoción turística.

 

España y Portugal han firmado un plan de acciones conjuntas para realizar actividades de promoción turística orientas en mercados de larga distancia cuyos turistas visitan más de un país en sus desplazamientos a Europa, y en los que España y Portugal figuran como destinos complementarios. La colaboración en este ámbito se centraría en acciones conjuntas en mercados de interés mutuo como son Estados Unidos, Canadá, China, Japón y Corea del Sur donde se promocionará especialmente el turismo de ciudad, el turismo de naturaleza, el cultural y el gastronómico."

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