Portugal é grande quando abre horizontes

03
Out 14

Ontem – uma vez não é costume – consegui seguir o programa televisivo “A Quadratura do Círculo” durante uma quinzena de minutos. Achei esta edição, a da semana em curso, rica de ideias repetidas e superficiais.

Um dos participantes sorri e não se compromete. Nada acrescenta, para além de umas frases genéricas, que se ouvem por muitas bandas. É um príncipe das banalidades. Um outro, amargurado que parece estar, vai exprimindo, ao que parece de modo repetitivo, semana após semana, o rancor que lhe vai na alma. Pouco acrescenta para além disso. Parece ter entrado numa fase de preguiça intelectual. O terceiro tenta justificar o governo, uma tarefa que nem o governo sabe fazer, e as ações que são uma trapalhada. Acaba, por isso, muito atrapalhado, incapaz de completar as frases. Sorri, como o primeiro, mas por saber que a vida lhe está a correr bem, pois tem os contactos que dão contratos.

Dizem-me que este é dos bons programas televisivos de debate político. Por favor. Tenham peso e medida. Este é mais um programa que mostra a pobreza do pensamento político em Portugal. Bem como o seu carácter aldeão. O mundo destes comentadores não consegue romper nem com o círculo nem resolver a quadratura das ideias sem visão, das ideias que não conhecem mais do que as nossas próprias limitações. É um círculo de compadres.

publicado por victorangelo às 22:25

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