Portugal é grande quando abre horizontes

07
Out 14

Estamos de novo perante uma vaga de fundo de instabilidade e insegurança económica em vários países europeus. Qualquer pequeno contratempo, como o caso isolado de Ébola em Espanha, ganha de imediato proporções catastróficas. E acaba por ter um impacto exagerado e injustificado nos mercados financeiros.

Tudo isto não é mais do que o reflexo da confusão política existente na Europa, com uns a dizer uma coisa e outros o contrário. Os líderes políticos dos principais estados membros parecem andar às aranhas. Há muito tempo que não presenciava uma cacofonia semelhante, de Roma a Paris, de Londres a Berlim, passando pelo BCE em Frankfurt. Ninguém consegue impor uma linha de acção, ninguém parece ter a credibilidade e a força necessárias para evitar que se fique com a impressão que não há acordo nem futuro comum.

As críticas que entretanto vão surgindo no Parlamento Europeu em relação aos novos Comissários aumentam a incerteza. Revelam a fragilidade de algumas das nomeações feitas pelos governos nacionais.

Estamos certamente numa fase de viragem. Se não aparecer quem dê um sentido positivo a essa viragem iremos direitos a um choque contra as paredes que nos separam e que nos tornam ainda mais pequeninos.

publicado por victorangelo às 21:59

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