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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Portugal, o saloio e o Ébola

A epidemia de Ébola fez mais uma vítima anónima: o fulano que em Portugal tomou a decisão de não deixar aterrar um avião que transportava um doente norueguês infectado pela doença. A aterragem destinava-se ao reabastecimento da aeronave, que viajava da África Ocidental para Oslo. Um saloio com poder para o fazer não achou oportuno permitir a escala técnica. E depois, foi o jogo habitual. Ninguém quis arcar com a responsabilidade. Sacudir a água do capote é uma habilidade nacional. Faz parte da maneira de governar.

Uma Europa às aranhas

Estamos de novo perante uma vaga de fundo de instabilidade e insegurança económica em vários países europeus. Qualquer pequeno contratempo, como o caso isolado de Ébola em Espanha, ganha de imediato proporções catastróficas. E acaba por ter um impacto exagerado e injustificado nos mercados financeiros.

Tudo isto não é mais do que o reflexo da confusão política existente na Europa, com uns a dizer uma coisa e outros o contrário. Os líderes políticos dos principais estados membros parecem andar às aranhas. Há muito tempo que não presenciava uma cacofonia semelhante, de Roma a Paris, de Londres a Berlim, passando pelo BCE em Frankfurt. Ninguém consegue impor uma linha de acção, ninguém parece ter a credibilidade e a força necessárias para evitar que se fique com a impressão que não há acordo nem futuro comum.

As críticas que entretanto vão surgindo no Parlamento Europeu em relação aos novos Comissários aumentam a incerteza. Revelam a fragilidade de algumas das nomeações feitas pelos governos nacionais.

Estamos certamente numa fase de viragem. Se não aparecer quem dê um sentido positivo a essa viragem iremos direitos a um choque contra as paredes que nos separam e que nos tornam ainda mais pequeninos.

Um Presidente desfocado

Graças à página da Presidência da República, consegui ver e ouvir o discurso de Cavaco Silva relativo às comemorações do 5 de Outubro. Na minha opinião, o discurso peca por ser demasiado longo, mais de 16 minutos, por ser vago e por ser um saltitar de temas, sem foco nem clareza.

Na impossibilidade de fazer mais do que isso, o que seria de facto a medida mais apropriada, eu teria pelo menos avançado com rescisão de contrato do “speech writer” da presidência. É que não se pode, nas circunstâncias graves que o país vive, ter um discurso que evolui em círculos e que nada diz que possa ser visto como um conselho para o futuro. Ora, esse é o papel do Presidente.

Fez-me pensar nalguns colegas que tive. Davam ordens ao seus escrevinhadores de discursos para escrever um, mas sem dar orientações. Os amanuenses da palavra em vez de pedir ideias ao chefe e mensagens concretas, tentavam adivinhar o que poderia ter algum interesse. Acabavam por escrever arrazoados que tocavam em toda uma série de matérias mas que não tinham uma linha directriz. Eram uma espécie de rede do arrasto.

Assim terá acontecido desta vez. Um arrastão com as redes vazias, para além de uns peixes que ninguém quer.

Um círculo de ideias rasteiras e quadradas

Ontem – uma vez não é costume – consegui seguir o programa televisivo “A Quadratura do Círculo” durante uma quinzena de minutos. Achei esta edição, a da semana em curso, rica de ideias repetidas e superficiais.

Um dos participantes sorri e não se compromete. Nada acrescenta, para além de umas frases genéricas, que se ouvem por muitas bandas. É um príncipe das banalidades. Um outro, amargurado que parece estar, vai exprimindo, ao que parece de modo repetitivo, semana após semana, o rancor que lhe vai na alma. Pouco acrescenta para além disso. Parece ter entrado numa fase de preguiça intelectual. O terceiro tenta justificar o governo, uma tarefa que nem o governo sabe fazer, e as ações que são uma trapalhada. Acaba, por isso, muito atrapalhado, incapaz de completar as frases. Sorri, como o primeiro, mas por saber que a vida lhe está a correr bem, pois tem os contactos que dão contratos.

Dizem-me que este é dos bons programas televisivos de debate político. Por favor. Tenham peso e medida. Este é mais um programa que mostra a pobreza do pensamento político em Portugal. Bem como o seu carácter aldeão. O mundo destes comentadores não consegue romper nem com o círculo nem resolver a quadratura das ideias sem visão, das ideias que não conhecem mais do que as nossas próprias limitações. É um círculo de compadres.

Mais uma reflexão sobre a política de Putine

Transcrevo abaixo o texto que hoje publico na Visão impressa.

Boa leitura.

 

O póquer de Putine é uma distração perigosa

Victor Ângelo

 

 

Gostaria de resumir as semanas que acabo de passar em Riga com uma metáfora. Putine está a jogar póquer, forte e feio, e nós, no lado ocidental da Europa, achamos que se trata apenas de uma partida de bisca lambida. Neste jogo, cheio de incertezas, é preciso saber como lhe parar a mão. Foi essa a principal preocupação que encontrei nos países bálticos. Existe um novo receio em relação à Rússia, maior que no passado recente. A Estónia, a Letónia e a Lituânia sentem-se ameaçadas. Não apenas em virtude do que tem acontecido na Ucrânia. Os incidentes com a força aérea russa, nomeadamente as incursões no espaço báltico e os voos de caças com os sistemas de identificação desligados, têm sido frequentes este ano, como se Moscovo estivesse a testar a capacidade de reação do adversário. Para mais, sabe-se que Putine ordenou que fossem levados a cabo uma série de exercícios militares de envergadura e que multiplicou a capacidade combinada das suas forças, em regiões de fronteira com aquela nossa parte da Europa.

Ninguém tem uma bola de cristal que permita prever o futuro. À partida, nestas coisas, não se pode ser alarmista. Mas também não é bom andar a dormir na forma. Há que reconhecer que o paradigma das relações entre a UE e a Rússia precisa de ser revisto. A resposta à postura de Putine deve ser multidimensional. Tem que ser apropriada, clara e firme. Acima de tudo, prudente. A prudência passa por saber ver os riscos possíveis, preparar as medidas de contenção necessárias e não ter medo de agir.

Para começar, é importante recordar que a paz e a prosperidade de ambos os lados da Europa têm assentado e devem continuar alicerçadas no respeito pelas normas e os acordos internacionais e por relações económicas estáveis. A Rússia, que exporta anualmente mais de 100 mil milhões de euros de gás e petróleo para consumo na UE, está tão dependente de nós como nós estamos dela. Somos parceiros comerciais de monta. A interdependência económica deve ser acompanhada pela cooperação política. Há aqui um equilíbrio entre princípios e interesses que é mutuamente necessário e vantajoso.

Por outro lado, há que ter em conta que os países bálticos são membros da OTAN. Serão os estados mais expostos, pela sua proximidade geográfica, mas a sua defesa é fundamental, não só para os seus povos, como também para a credibilidade da Aliança Atlântica. Putine poderá pensar, como alguns dos seus conselheiros de geoestratégia imaginam, que em caso de intervenção russa numa área limitada dos bálticos, por um qualquer motivo, a OTAN ficaria paralisada por falta de consenso interno e acabaria por engolir uma situação do tipo da Crimeia. Poderia mesmo vir a desintegrar-se enquanto estrutura comum de defesa. Essa maneira de imaginar a resposta aliada parece-me irrealista. A recente visita de Obama a Tallinn serviu precisamente para mostrar que um passo agressivo, para além da linha de fronteira, provocaria, do lado da OTAN, uma resposta à medida.

Penso que ninguém de bom senso quer uma confrontação bélica no nordeste da Europa. Se isso viesse a acontecer, teria consequências imprevisíveis. Não há, nesta parte do mundo, possibilidade de circunscrever um conflito militar a uma pequena zona bem determinada. Qualquer choque armado levaria a uma catástrofe inimaginável.

Perante isto, o que se pede a todos os líderes, de Moscovo a Bruxelas, de um lado e do outro, passando por Washington, é que tenham juízo e coragem. Há outros desafios comuns bem mais importantes.

 

O Sapo é um exemplo

O Sapo mudou de aparência. Ficou com um ar que inspira modernidade e graça. Na minha opinião, foi uma alteração muito positiva que faz jus a uma equipa de gente nova e virada para a frente.

Este é um bom exemplo da nova geração de portugueses e da economia que se quer ver implantada em Portugal. Criadora, sempre pronta a renovar-se, capaz de sair da toca e ir à conquista dos mercados disponíveis. É a economia do conhecimento, das novas tecnologias, da inovação permanente, da confiança na capacidade dos que fazem parte da equipa e na inteligência dos utilizadores (consumidores).

O sucesso do Sapo precisa de ser melhor contado e de se tornar um exemplo nas escolas de negócios e de criação de empresas.

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