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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Homens e mulheres na política

Independentemente das opções políticas e das preferências partidárias, parece-me positivo que uma mulher com reconhecido mérito profissional tenha sido empossada como ministra da Administração Interna.

A experiência mostra que a melhor maneira de fazer avançar a agenda da igualdade entre os homens e as mulheres passa pela nomeação de mulheres competentes para cargos de grande responsabilidade política.

E em questões de igualdade do género temos que reconhecer que ainda há muito por fazer, quer em Portugal quer noutros países europeus. A esse título basta ver a mesma página da Presidência da República que reporta a tomada de posse da nova ministra e percorrer as imagens fotográficas de um grupo de senhores que está a promover um projecto sobre o talento português, sob o nome um pouco estranho de “Transforma Talento Portugal”. Só homens…Que isto do que eles entendem como talento é certamente coisa de homens, na cabeça de quem os nomeou e também nas vistas de quem aceitou fazer parte da coisa…

Compromissos e realidades em matéria de defesa

As forças armadas belgas ficaram agora a saber que os cortes orçamentais que irão sofrer em 2015 vão ser importantes. A tendência é para que as despesas de defesa não representem mais do 0,5% do PIB belga em 2019. O objectivo de 2% do PIB, que fora aprovado pelos aliados durante a cimeira de Setembro da NATO e que deveria ser atingido em 2024, parece cada vez mais impossível de atingir. Na Bélgica e em muitos outros estados europeus.

Virunga, o parque dos gorilas e da cobiça

Acaba de chegar às salas de cinema americanas e outras um filme de longa-metragem sobre o Parque Nacional de Virunga. Vale a pena ver.

O parque tem uma área que equivale a quase duas vezes a superfície do Algarve e situa-se na fronteira leste da República Democrática do Congo, na extrema com o Uganda e parte do Ruanda. É a “casa” de várias centenas de gorilas das montanhas, uma espécie em vias de extinção. Depois de um longo período de ameaças, por parte de milícias armadas e de caçadores furtivos, o parque tem conseguido, nos últimos anos, recuperar e proteger a sua riqueza natural.

Essa recuperação tem estado a ser ameaçada pelos interesses de uma companhia de exploração de petróleo inglesa, que dá pelo nome de SOCO International plc. O filme documenta o jogo de influências e as manipulações de funcionários e outros agentes contratados de SOCO. A companhia queria que uma parte significativa do parque, que é considerado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, deixasse de ser reserva natural e pudesse ser objecto de pesquisas petrolíferas.

O director do parque, Emmanuel de Mérode, um nome de referência em matéria de coragem e de conservação da natureza, tem conseguido opor-se a esses desígnios. Em April passado foi vítima de uma emboscada, levou vários tiros e só não morreu por acaso.

Recentemente, depois de muita indignação internacional, SOCO resolveu retirar-se do Congo (RDC).

Curiosamente, um dos administradores não-executivos de SOCO é um antigo embaixador português, hoje jubilado e ligado a interesses bancários. Alguém por quem sempre tive muita consideração.

Miguel Macedo e o minorca Mendes

Miguel Macedo demonstrou, uma vez mais, ter mais senso político do que muitos dos que por aí andam. Achou que o caso “Labirinto” lhe havia retirado espaço político, por envolver subordinados directos seus, e pessoas da sua confiança, tirou a lição que se impunha e saiu de ministro da Administração Interna.

Muito bem.

Mais. Aos sair, deixou para trás gente como Marques Mendes, que andava pelos mesmos círculos de amizades que Macedo, mas que finge agora que não é nada com ele. Mendes é um sacudidor profissional de água do capote. E mais um dos muito oportunistas de primeira apanha que esvoaçam nos ecrãs das televisões portuguesas e rastejam nos corredores do poder.

Um país moralmente doente

As notícias dos últimos dias em torno dos Golden Visa são pura e simplesmente inacreditáveis. Como pode acontecer que haja um velho país europeu com suspeitas fundamentadas de corrupção ao nível dirigente da administração civil do Estado? Em particular, em serviços que cujos responsáveis deveriam ser exemplos de transparência e probidade.

Estes acontecimentos levantam questões de fundo muito graves sobre o estado da moralidade e do respeito pelos princípios em Portugal. E mostram que o país precisa de levar uma grande volta.

Salomão e os vistos roubados

Na reunião desta manhã, alguém nos lembrou que o Rei Salomão, considerado um líder de sabedoria e bom senso excepcionais, pelos que que escreveram a história desse tempo, perdeu as estribeiras e o norte por causa de uma mulher, a Rainha de Sabá.

Mas não terá sido bem assim. Salomão tinha um harém com centenas de esposas. Assim acontecia então. Era um sinal de riqueza e de poder. Foram a riqueza sem limites e o poder absoluto que o levaram à perdição.

Aqui em Portugal, agora, qualquer mera percentagem sobre uns vistos mal dados parece levar gente com alguma autoridade ao descarrilamento. Até nisso somos pequenos de espírito. Agarramos as migalhas que vão aparecendo, sem qualquer moral nem sentido das responsabilidades.

Há que levantar a voz e dizer que tem que haver moralidade na vida pública e nos negócios. Não estamos na época de Salomão nem estamos na Nigéria. Mas, por vezes, parece.

A Noruega é um actor activo na cena internacional

Cheguei ao fim da tarde a Oslo, para participar na reunião anual do programa norueguês de apoio às operações de paz da ONU. Estou aqui enquanto membro do Conselho Consultivo Internacional do programa patrocinado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega. O Conselho tem seis membros, quatro dos quais são Africanos e um é Indiano. Sou o único europeu no grupo. A administração do programa é feita pelos noruegueses, representados ao nível político pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros. É um programa que tem 15 anos de existência e que mostra bem o interesse que Oslo dá às questões da manutenção da paz, da segurança internacional e da resolução de conflitos em África. Revela igualmente um posicionamento muito activo do país em relação ao trabalho da ONU.

A minha ambição, nesta área, passa por tentar conseguir uma maior participação europeia nas questões de manutenção da paz.

11 de Novembro: o Armistício

Celebrou-se hoje, em várias partes da Europa, o Armistício que pôs fim à Primeira Grande Guerra.

As celebrações constituíram, acima de tudo, uma oportunidade para nos lembrar que as guerras não servem para nada, excepto para destruir vidas e riqueza, e para manter no poder certas elites. Também nos permitiram ter presente que os nacionalismos extremos, na Europa, sempre levaram à ruína das populações e dos países. A História mostrou-o. E aconselha-nos a ter juízo, que os velhos demónios ainda estão nos sótãos das cabeças de muitos patrioteiros demagógicos que por aí andam. Incluindo nalgumas das nossas cabeças.

Legionela

É preciso tratar o surto de legionela que está a ocorrer em Portugal com um maior sentido de urgência. Estas coisas alastram-se facilmente. Podem, além disso, ter um impacto enorme sobre a economia e a imagem do país. É um problema de saúde pública, verdade, mas também é mais do que isso. Há que mobilizar todos os meios possíveis para um combate eficaz da epidemia. Ou seja, politicamente, o surto tem que ser declarado como uma prioridade nacional.

Do Muro de Berlim ao Muro da Política

Na altura em que se celebra e bem, a queda do Muro de Berlim, parece-me haver um outro muro que está em derrocada, um pouco por toda a parte, incluindo em Portugal. Trata-se do muro em que tem assentado a política tradicional, os partidos do costume, os políticos que há décadas fazem parte da nossa vida.

Dir-se-ia que estamos numa fase de grandes mudanças na opinião pública. Há um descrédito generalizado no que respeita à actividade política. As pessoas, hoje mais informadas que nunca, e também mais impacientes que noutras épocas, não ouvem, por parte dos líderes políticos qualquer tipo de resposta credível perante as grandes interrogações do momento: o desemprego, a incerteza em relação ao futuro, a competição vinda de fora, a globalização, as ameaças globais, o empobrecimento, etc, etc. As palavras ditas soam a falso. A impreparação. A ignorância. Ora um líder tem que saber dar respostas convincentes. É isso que se espera da liderança.

O muro da política, mesmo quando sustenta um novo nome, como aconteceu com Obama, ou como será o caso, à nossa dimensão, no que diz respeito a António Costa, desmorona-se muito rapidamente. Um ar de esperança transforma-se, em pouco tempo, numa nova desilusão. As expectativas nascem e morrem como as borboletas. O que ontem nos parecia sangue novo, hoje parece-nos mais do mesmo, da mesma indecisão, tantas vezes presa a redes de interesses que nem sempre se confessam. O que ontem soava a alternativa hoje dá a imagem de falta de imaginação e de coragem, de ausência de dedicação à causa pública, de sinceridade, que são as pedras basilares do muro que sustenta a verdadeira vontade de transformar a vida de todos nós.

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