Portugal é grande quando abre horizontes

06
Dez 14

Do alto dos meus muitos anos, celebrados hoje, custa-me olhar para o futuro de Portugal. Os casos – e caos, que na verdade a situação no nosso país está caótica – recentes deram umas machadas profundas na credibilidade das instituições. O impacto parece-me arrasador, embora ainda não seja possível estimar os estragos. Ficaram abalados, por muito tempo, os bancos, as empresas públicas e os seus gestores macacos e malandros, os políticos e, em certa medida, os jornalistas e os comentadores que pregam na praça da opinião pública.

É como se vivêssemos numa república de trapaceiros. Ninguém ou quase ninguém em posição de liderança merece a confiança dos cidadãos.

Exceptua-se, em certa medida, os dirigentes dos partidos e movimentos radicais. Só estes parecem andar por aí, pela política, por causa das ideias e dos sonhos. O problema é que as suas ideias não têm os pés assentes na terra nem fazem qualquer tipo de sentido num país europeu como o nosso. Estão fora das nossas alianças de interesses. Nalguns casos, são ideias inspiradas por modelos do passado, que já deram o que tinham que dar e estão a contracorrente da história.

Agora, no seio desses radicais aparece um outro, o Marinho bastonário. Traz uma cartilha que pode atrair o descontentamento e a desilusão actuais. Não é comunista, nem cheira a sovietes e maoísmos, o que o torna atractivo para certos segmentos de eleitores desiludidos mas que nunca votarão por alguém que possa ser pintado de vermelho vivo. É um personagem que dá corpo ao sentimento negativo, demolidor dos políticos e dos partidos. Por tudo isso, acabará por fazer mossa. Sobretudo ao nível do Partido Socialista. O que significa que certos grupos terão muito empenho na sua promoção nos meios de comunicação social.

Vamos apostar?

publicado por victorangelo às 15:57

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