Portugal é grande quando abre horizontes

14
Fev 15

Quando me reformei da ONU, recebi dois ou três convites, um deles para colaborar, de tempos a tempos, com a NATO. Desde então, participei em vários exercícios.

Esta semana estive noutro, na Noruega. E de repente apercebi-me que era o “avô” da coisa, o consultor mais velho.

Já tinha acontecido o mesmo noutras ocasiões. Mas como existe uma tradição de respeito pela idade e pela hierarquia, a minha velhice é aceite. Só que isso não chega. É preciso dar um contributo que valha a pena. Devo dizer que a experiência que tenho das relações internacionais, numa perspectiva civil, é apreciada. Quem manda nestas coisas de militares, na Aliança Atlântica, sabe que no mundo de hoje há vantagem em ter uma visão mais lata das questões de segurança e da resolução das crises. As armas são apenas um instrumento num painel muito mais vasto de opções. O painel é bem vasto, aliás.

Espero que os combatentes na Ucrânia se lembrem disso esta noite. O cessar-fogo, com início marcado para o meio da noite, é um primeiro passo para uma resolução, mais ou menos demorada, de uma crise profunda e bem complexa. Mas tem que ser posto em prática. Se não houver cessar-fogo estaremos perante um novo patamar de instabilidade. Não apenas na Ucrânia, diga-se com clareza.

publicado por victorangelo às 19:49

twitter
Fevereiro 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
11

17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28


subscrever feeds
<meta name=
My title page contents
mais sobre mim
pesquisar
 
links
blogs SAPO