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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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G7 e mais

No momento em que está a decorrer a cimeira anual do G7, parece-me importante reafirmar que os encontros regulares entre os principais líderes mundiais devem ser vistos de uma maneira positiva. O diálogo político e a diplomacia são os melhores instrumentos na área das relações internacionais. Tornam-se ainda mais úteis quando os líderes se conhecem pessoalmente e se sentem à vontade no trato mútuo.

É pena, estou de acordo, que a Rússia e a China não participem neste tipo de discussões. O G7 é antes de tudo um clube de líderes “ocidentais”, dirigentes que partilham uma filosofia política comum. É um mecanismo de concertação entre países aliados, que têm, ao mesmo tempo, maior capacidade para influenciar as opções internacionais. E como tal terá a justificação necessária. Não pode, no entanto, ser visto como uma plataforma para acertar posições contra outros estados, a não ser que esses estados não estejam a cumprir os mínimos que se espera, em termos de direito internacional.

Quanto aos que ficam de fora, existem outras configurações que permitem o diálogo. A mais conhecida é certamente o Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Conselho tem tido algumas dificuldades de funcionamento, nos últimos anos. Mas continua a ser a estrutura por excelência para a resolução de diferendos entre as nações. E, por isso, e´ fundamental que a sua autoridade seja reconhecida e que os problemas, por mais espinhosos que possam ser, continuem a fazer parte da sua agenda.

Amanhã, estarão no G7 alguns convidados especiais: os líderes do Iraque, da Nigéria e da Tunísia, nomeadamente. Essas presenças revelam uma preocupação de grande relevo: o combate contra o terrorismo de inspiração radical islâmica. Existe, na sala da cimeira, quem pense que esta batalha continua longe de estar ganha. Não sei se haverá, no entanto, quem ache que a estratégia que tem sido seguida até agora precisa de uma revisão de alto abaixo. Sem isso, o combate irá demorar muito até dar resultado.

 

Um outro tipo de emigração

Várias firmas portuguesas, sobretudo na área da construção civil e ofícios afins, operam na Bélgica e fazem aquilo a que se chama “dumping social”. Os trabalhadores são recrutados em Portugal, com base na legislação do trabalho e nas leis sociais portuguesas. As empresas que praticam esse tipo de contratação são firmas lusas com acordos e encomendas de empreitada na Bélgica. Os operários portugueses ganham cerca de 1200 euros por mês, ou seja, em média, menos 600 euros que os trabalhadores belgas do mesmo nível. Dormem muitas vezes no local da obra, ou por ali perto, e vivem com muito pouco. O poupado volta com eles quando do regresso às terras de Portugal. As permanências na Bélgica são, aliás, de apenas alguns meses, no máximo.

Este é apenas um exemplo de uma prática que é pouco falada em Portugal mas que leva vários milhares de operários para vários cantos da Europa, para as Arábias e outros sítios. Muitas das empresas e dos trabalhadores vêm do norte litoral português.

 

Sobre os terroristas do Estado Islâmico

Partilho dois links possíveis, para tornar acessível o texto que ontem publiquei na Visão sobre o combate contra o  autoproclamado Estado Islâmico. A mensagem principal que procuro transmitir é que todos os esforços se devem concentrar na eliminação do grupo dirigente dessa organização terrorista.

Há uma outra mesagem: é preciso rever a estratégia em relação ao regime de Damasco.

Espero que apreciem o texto.

http://bit.ly/1FvL4Mk

http://bit.ly/1cz4ac6

 

 

Erasmus

O programa Erasmus é uma excelente iniciativa da União Europeia. Permite a muitos jovens estudar noutros países e ganhar assim uma visão mais aberta da Europa. Ganham todos com este programa: os participantes e a coesão europeia. Agora, com a modalidade Erasmus + também é possível incluir os professores no intercâmbio.

Por tudo isso, a proposta agora apresentada pela Comissão de aumentar em 30% o orçamento do programa para 2016 deve ser reconhecida e apoiada. É, no meu entender, um dos aspectos positivos do próximo orçamento anual, um orçamento que todavia tem muitas propostas questionáveis, como por exemplo a diminuição em cerca de 16% dos fundos de coesão. Estes fundos são importantes para financiar infraestruturas e abrir novas possibilidades de desenvolvimento nas regiões mais atrasadas da União

Portugal visto da Suíça

Alguém me dizia hoje em Genebra, que a Constituição Portuguesa está inspirada num modelo dirigista e intervencionista que não se enquadra na maneira actual de ver as coisas, que prevalece na UE. É uma constituição, acrescentou o meu interlocutor, que ainda acredita que o Estado deve ser o principal actor económico. Ou seja, é a única constituição, na Europa, que continua inspirada numa visão marxista da sociedade e da economia. Para rematar, referiu que o nosso país é um caso singular em termos de peso eleitoral de forças políticas, como o Partido Comunista e certas formações da Esquerda radical, que no resto da Europa já passaram à história.

Resumi a minha resposta a uma frase bem curta: é a originalidade portuguesa. E expliquei as nossas circunstâncias históricas. Com cuidado, pois não queria ser entendido como quem está a dizer, é a nossa sina.

Genebra

Genebra tornou-se numa das praças mais importantes em matéria humanitária e de reflexão sobre as grandes questões internacionais. São várias as organizações que têm sede ou escritórios importantes na cidade, para além das que pertencem ao sistema das Nações Unidas. Isto faz de Genebra um centro cosmopolita, onde se vai e está por razões que não têm nada que ver com os estabelecimentos bancários estabelecidos na Rive Gauche da cidade.

E lá vou eu, uma vez mais, a caminho de Genebra. Desta vez, para dirigir um seminário sobre o futuro das operações de paz.

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