Portugal é grande quando abre horizontes

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Dez 15

O acordo sobre o clima, que foi aprovado este fim de tarde em Paris, constitui um importante passo em frente. Permite ter um quadro de referência oficial, que deverá guiar as acções de cada Estado no que respeita à luta contra as alterações climáticas. Assim, a atitude correcta consiste em reconhecer o valor desse acordo. Não deve haver aqui lugar para cinismos. Depois, tratar-se-á da sua implementação. Nem sempre será fácil, mas a existência de um ponto de partida globalmente aceite conta muito.

Curiosamente, o acordo foi concluído poucas horas antes da abertura das urnas em França. Amanhã terá lugar a segunda volta das eleições regionais francesas. O Presidente Hollande e os seus poderão retirar algum proveito do sucesso da conferência de Paris. É verdade que François Hollande se empenhou pessoalmente e várias vezes no processo negocial que levou a conferência a bom porto. No entanto, a sorte do partido de Hollande não será muito grande. Os dados foram lançados no domingo passado, na altura da primeira volta, e o Partido Socialista de François Hollande não terá amanhã grandes hipóteses. Mesmo se recuperar alguns votos por causa da projeção que a conferência deu aos seus dirigentes.

Também é um facto que as negociações colocaram Laurent Fabius, o ministro dos Negócios Estrangeiros da França e presidente dos trabalhos da COP21, numa posição muito forte. Se não tivesse a nacionalidade francesa, Fabius passaria agora a ser um candidato de muito peso ao posto de Secretário-Geral da ONU. Só que um cidadão dos Cinco Permanentes não pode ser eleito Secretário-Geral.

publicado por victorangelo às 20:14

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