Portugal é grande quando abre horizontes

03
Jan 16

Dizem-me que em Portugal o ano político começou com os debates televisivos entre os diferentes candidatos à presidência da República. Com as eleições à porta, não é de estranhar. Há que dar uma oportunidade a todos. Sobretudo porque os debates têm o condão de revelar a personalidade de quem neles participa. Ajudam também a compreender as intenções de cada candidato, mesmo quando alguns, mais hábeis e mais experientes nestas coisas das televisões, as procuram esconder.

Mas uma coisa parece certa. Os candidatos com mais hipóteses não podem cometer “gaffes” durante as discussões. Uma boa parte dos eleitores que olham para os debates já sabe mais ou menos em quem vai votar. Mas o candidato pode perder esse voto se disser barbaridades ou se projectar uma imagem passiva e pouca combativa.

Assim se compreende a postura do candidato que tem mais hipóteses de ganhar as eleições: não fazer ondas, não entrar em polémicas, não se enervar nem perder as estribeiras, dar a entender que tem uma atitude política abrangente, e ir dizendo umas coisas, para evitar ser acusado de não querer ir à discussão. E a verdade é que isso pega e que o homem tem, neste momento, todas as hipóteses. Sabe, no entanto, que tem que ganhar na primeira volta. Ir à segunda seria um risco enorme.

 

 

publicado por victorangelo às 20:30

twitter
Janeiro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9


18
19

24
30



subscrever feeds
<meta name=
My title page contents
mais sobre mim
pesquisar
 
links
blogs SAPO