Portugal é grande quando abre horizontes

06
Jan 16

O louco do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, continua a violar impunemente a ordem internacional. Hoje, ao fazer rebentar uma bomba de hidrogénio, Kim ultrapassou um novo limite. Desrespeitou uma norma universalmente aceite que proíbe os testes nucleares. Esta proibição, que faz parte do tratado que proíbe os testes nucleares – Comprehensive Nuclear Test Ban Treaty, aprovado pela Assembleia Geral da ONU em 1996 – nunca fora violada até agora.

A comunidade internacional deve tratar estes ditadores com mais energia. O bloqueio económico e diplomático tem que ser mais apertado. A China, que é de muito longe, o principal parceiro comercial da Coreia do Norte, tem que dar o exemplo. É isso que se espera de um país que é membro permanente do Conselho de Segurança e que quer desempenhar um papel moderador no mundo de hoje.

Kim Jong-Un tem que desaparecer da cena internacional. Sem mais demoras.

publicado por victorangelo às 21:04

"Vamos entrar numa fase de controlo apertado de quem tenha fácies de estrangeiro. Dar-se-á a primazia às medidas de segurança. Os líderes procurarão fechar as fronteiras e tudo fazer para evitar novas levas de chegadas."

 

(Extraído do meu artigo de hoje na Visão on line, que publico sob o título de «Não quero prognosticar».)

publicado por victorangelo às 15:45

04
Jan 16

Este novo ano foi anunciado com preocupação. E está a começar de modo preocupante.

O xadrez de crises no Médio Oriente está hoje mais complicado e imprevisível. A confrontação entre a Arábia Saudita e o Irão passou para um nível mais arriscado. E tem um impacto em toda a região, sobretudo na Síria, no Iraque e no Iémen. Mais a Oriente, as tensões entre a Índia e o Paquistão ganharam um novo impulso, com o ataque que acaba de ter lugar contra uma base da aviação indiana, na zona de fronteira com o país rival. Ainda mais a Leste, a rivalidade marítima entre a China e o Vietname agravou-se este fim-de-semana.

Na Europa, a questão das migrações levou a Suécia a adoptar medidas de controlo fronteiriço em relação a quem vem da Dinamarca por terra. Esta, por sua vez, apertou hoje as verificações na fronteira com a Alemanha. Fala-se de Schengen e dos riscos em que este acordo fundamental para a construção europeia se encontra. Talvez haja um certo exagero quanto ao futuro de Schengen, uma morte anunciada prematuramente, mas a verdade é que não surgiram ainda medidas comunitárias que nos tranquilizem.

E do lado russo, a retórica continua a não ser das melhores. As cabeças de quem manda em Moscovo continuam a ver as relações com a Europa e os Estados Unidos à moda da Guerra Fria. Ora, essa época já passou. Do lado Ocidental, já são poucos os que sabem o que isso queria dizer.

Quanto aos mercados, as bolsas entraram em 2016 com quedas acentuadas. Por causa da China, que está a crescer menos do que o previsto, e também por motivo das incertezas geopolíticas. Curiosamente, foi o mercado de acções alemão que mais perdeu, no conjunto da Europa. A razão é clara: as empresas alemãs estão em boa medida dependentes das suas exportações para a China.

Vai ser um ano com muito pano para mangas.

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:46

03
Jan 16

Dizem-me que em Portugal o ano político começou com os debates televisivos entre os diferentes candidatos à presidência da República. Com as eleições à porta, não é de estranhar. Há que dar uma oportunidade a todos. Sobretudo porque os debates têm o condão de revelar a personalidade de quem neles participa. Ajudam também a compreender as intenções de cada candidato, mesmo quando alguns, mais hábeis e mais experientes nestas coisas das televisões, as procuram esconder.

Mas uma coisa parece certa. Os candidatos com mais hipóteses não podem cometer “gaffes” durante as discussões. Uma boa parte dos eleitores que olham para os debates já sabe mais ou menos em quem vai votar. Mas o candidato pode perder esse voto se disser barbaridades ou se projectar uma imagem passiva e pouca combativa.

Assim se compreende a postura do candidato que tem mais hipóteses de ganhar as eleições: não fazer ondas, não entrar em polémicas, não se enervar nem perder as estribeiras, dar a entender que tem uma atitude política abrangente, e ir dizendo umas coisas, para evitar ser acusado de não querer ir à discussão. E a verdade é que isso pega e que o homem tem, neste momento, todas as hipóteses. Sabe, no entanto, que tem que ganhar na primeira volta. Ir à segunda seria um risco enorme.

 

 

publicado por victorangelo às 20:30

02
Jan 16

No meu primeiro escrito do ano novo, tenho que ser positivo. Faz parte da quadra festiva. E também das resoluções habituais nesta época.

É verdade que tenho lido, na mais variada imprensa, muito prognóstico negativo sobre 2016. Há um grande pessimismo no ar, a diferentes níveis. Nomeadamente sobre a Europa.

Um ponto de partida assim não é o melhor. E não tem em conta que há por aí muita gente a lutar para que as coisas não corram mal. A nossa voz deve, isso sim, juntar-se à voz dessas pessoas.

Aqui fica a promessa de uma escrita construtiva em 2016. Espero ser capaz de a manter.

E bom ano para todos os que me seguem.

 

publicado por victorangelo às 15:54

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