Portugal é grande quando abre horizontes

18
Mar 19

Já agora, que o assunto está na imprensa popular, queria acrescentar que o serviço diplomático português é constituído por homens e mulheres que se situam entre o que há de melhor na função pública do nosso país. Acrescento, ainda, que isso não quer dizer que não haja gente de muita qualidade noutros serviços do Estado. Só que na diplomacia, a média está certamente acima da média.

publicado por victorangelo às 20:59

O ciclone Idai deixou a maioria das infra-estruturas da cidade da Beira, em Moçambique, destruídas, para além de ter morto um milhar ou mais de pessoas. Foi um enorme desastre natural. Trouxe desafios inimagináveis para as famílias e para as autoridades.

A solidariedade internacional, e a ajuda de emergência, chegou primeiro da África do Sul, um país que tem capacidade para responder a este tipo de crises. Outros se seguirão, assim o espero. Portugal deveria responder também, na medida dos meios possíveis. E a população portuguesa precisa de mostrar que não fica indiferente quando algo desta gravidade acontece num país a que a história e o passado recente nos ligam.

 

publicado por victorangelo às 20:01

17
Mar 19

Em todas as sociedades há quem empurre para baixo e quem puxe para cima.

O meu amigo Beto pertence ao primeiro grupo. Tem um prisma especial para ver o que se passa à sua volta. Um prisma que combina insucesso com inveja. É um apologista sistemático da igualdade pela mó de baixo, um crítico combativo, persistente e azedo, de quem vai além da cepa torta. Beto viveu a sua vida como quadro mais ou menos superior, sem mais, numa repartição do Estado. Sempre com razões de queixa. Sobretudo, dos políticos. Agora, recém reformado, encontra consolação na sua luta pela mediocridade generalizada.

Almocei ontem com ele.

E do outro lado da mesa estava a Isabel. Um caso completamente diferente. Isabel, mais jovem de quase vinte anos, trabalha numa empresa conhecida na nossa praça. Olha para o futuro pela lente das oportunidades. Para ela, o sucesso dos outros, quando honesto, é uma fonte de satisfação, de esperança e, mesmo, um motivo de inspiração. Isabel nunca baixa os braços, mantêm uma atitude positiva perante a vida. Acredita no futuro e luta por ele.

E ali estava eu, preso na teia estranha das amizades, a ouvir um e o outro, e a acreditar que com a sobremesa, ou já na altura do café, me seria dada a oportunidade de dizer que mais vale um bom café amargo que uma aguardente para esquecer.

 

publicado por victorangelo às 17:05

16
Mar 19

A Nova Zelândia é um país muito diverso. A população tem raízes em vários pontos do globo, para além das locais, que são as de quem pertence ao povo Maori. Um bom exemplo dessa diversidade pode ser comprovado pela diversidade dos meios de comunicação social. Há de tudo, incluindo os destinados às comunidades filipinas, chinesas, indianas, etc.

É igualmente um país muito pacífico e tolerante. Um país que aprendeu a viver em harmonia consigo próprio e com a natureza.

Os ataques terroristas de ontem foram, por isso, uma grande surpresa. Vieram lembrar-nos, entre outras coisas, que o extremismo racista, as ideias supremacistas de ultra-radicais brancos são, como outras, uma ameaça muito séria. Incluindo onde menos se espera.

As forças de segurança não chegam para tudo, é verdade. Mas não podem de modo algum deixar de vigiar quem faz do ódio étnico ou religioso uma bandeira de combate e de propaganda violenta. Na Nova Zelândia, em Portugal, e noutros cantos do mundo.

publicado por victorangelo às 16:15

15
Mar 19

O massacre de fiéis em duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia, deixou-me horrorizado. Tem que ser condenado com convicção e sem qualquer sombra de reservas. Todo o tipo de violência é condenável. A violência em massa e de modo cego, levada a cabo por razões de diferença étnica ou cultural, é particularmente perversa. É um acto de terrorismo. Tem como objectivo criar um clima de medo colectivo e de intolerância.

publicado por victorangelo às 21:20

14
Mar 19

O estilo de liderança de Theresa May merece que lhe consagrem um par de investigações e teses de doutoramento. Pode dizer-se muita coisa má e também alguma coisa boa sobre esse estilo. Mas a verdade é que a Primeira-Ministra britânica tem uma tenacidade de ferro. E uma capacidade exemplar para fixar os olhos na bola, naquilo que verdadeiramente conta, sem se deixar distrair por tudo o que vai acontecendo à sua volta.

publicado por victorangelo às 20:48

Na política, um certa dose de cosmética é sempre recomendável. A apresentação conta. Uma ideia frouxa mas bem enroupada, e com uma maquilhagem que ajude a disfarçar os pontos fracos, passa mais facilmente. Assim, o que foi chumbado uma vez, duas vezes, mesmo, pode vir a ser aprovado numa nova volta, se a embalagem mudar e a linguagem que a promova se tornar mais adequada.

publicado por victorangelo às 20:06

13
Mar 19

Theresa May está mais fragilizada do que nunca. Vários membros do seu governo decidiram votar contra as instruções que ela lhes tinha dado. A tradição diz-nos que deveriam, esta noite ou amanhã, pedir a demissão, abandonar as suas funções ministeriais. Não sei se isso irá acontecer. O país atravessa momentos excepcionais, nada é como dantes. Mas a verdade é simples: a Primeira-Ministra tem que manter a sua autoridade, no que respeita aos membros do governo. Se o não fizer, dará um sinal de fraqueza que será considerado como final. Em questões de liderança política, a imagem de um líder fraco é fatal. Nas circunstâncias actuais, Theresa May não pode cair nesse erro.

publicado por victorangelo às 22:17

Ontem à noite surpreendi alguns, quando, depois do novo chumbo em Westminster do projecto de acordo de Brexit, falei da possibilidade de uma terceira volta. Ou seja, do regresso ao Parlamento do projecto, depois de mais um ou dois retoques cosméticos, para uma votação final, uma possível aprovação, nesse momento.

A verdade é que estamos a percorrer paisagens políticas inéditas, nunca dantes exploradas. Assim, pode-se imaginar tudo, todo o tipo de opções políticas, pensar no inimaginável. Não por diversão ou para dizer algo diferente do que outros dizem. Sim, porque é no interesse de todos encontrar uma solução a um processo particularmente complexo. Um processo em que o habitual deixou de fazer sentido.

publicado por victorangelo às 14:56

12
Mar 19

Hoje à noite, perante o resultado que se viu no parlamento britânico, queria lembrar o velho ditado que não há duas sem três. Ou seja, tendo presente a tenacidade de Theresa May e o facto que, de um lado e do outro, em Bruxelas e em Londres, se pensa que é fundamental que haja uma saída ordenada, é muito possível que o que foi chumbado hoje pela segunda vez volte ao Parlamento de Westminster. E que, depois de um novo retoque, acabe por ser aprovado.

publicado por victorangelo às 21:15

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