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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Um momento de passagem

Já cheira a fim do ano. Os meus amigos passam agora mais tempo a enviar mensagens de felicidades do que a tratar dos seus negócios. E dizem que acreditam que 2021 será um ano melhor do que este que está a acabar. Ainda bem que há esperança. Mas a verdade é que 2020 tem sido um ano histórico. Não por boas razões, mas histórico apesar de tudo. E temos a felicidade de o haver vivido e completado. Vamos, no futuro, poder falar do que aprendemos em 2020.

Entretanto, desejo a todos e a todas uma boa passagem de ano.

O renascimento do Diário de Notícias

O Diário de Notícias voltou às bancas hoje, no dia em que perfaz 156 anos de existência. A partir de agora, volta a estar presente nas nossas vidas, com o seu cheiro a tinta fresca e com uma qualidade que fazem desse diário uma referência.

É uma boa notícia. A sua publicação quotidiana exigirá um grande esforço por parte de todos os que nele labutam ou com ele colaboram. Sei que estão prontos para o desafio.

Entretanto, a edição comemorativa de hoje era vendida com acompanhamento: trazia como oferta, para que se pudesse celebrar o aniversário com estilo, uma pequena garrafa de espumante. Lá foi, à saúde de todos e ao bom sucesso do projecto DN.

As ditaduras saudita e chinesa

Como o tenho escrito várias e repetidas vezes, considero o respeito e a protecção dos direitos humanos de cada cidadão uma obrigação fundamental de um Estado democrático. Para mim, esta questão é uma prioridade política.

Por isso, sinto-me profundamente indignado com as sentenças que foram hoje decretadas contra duas mulheres excepcionalmente corajosas.

Na Arábia Saudita, a activista dos direitos humanos Loujain al-Hathloul, uma jovem de 31 anos de idade, foi hoje arbitrariamente condenada a cerca de seis anos de prisão efectiva. Tem sido uma voz incómoda e o regime não perdoa.

Na China, Zhang Zhan, de 37 anos, jornalista independente, recebeu uma sentença que a fechará quatro anos numa prisão, por ter feito reportagens sobre o início da pandemia em Wuhan, sem passar pelos canais da censura oficial.

Já sabíamos, é claro, que ambos os regimes são ditatoriais. Mas isso não deve ser uma desculpa para que fiquemos silenciosos. É essencial reagir perante cada novo caso. Cada violação da liberdade individual, de cada um de nós, é um drama.

Uma campanha que não o é

Uma campanha de interesse nacional exige uma mobilização excepcional de meios. As razões são fáceis de entender: por ser vital para a protecção da saúde e a salvaguarda da vida dos cidadãos e por ser essencial para a restauração das actividades económicas.

Assim deveria ser com a campanha de vacinação contra a covid que agora deu o primeiro passo.

Mas aparentemente não está a ser tratada coma prioridade que deveria ter. Não vemos, como acontece noutros países da União Europeia, nenhuma logística especial a ser erguida. A decisão de pôr os centros de saúde no centro da campanha não inspira confiança alguma. Alguns desses centros pouco mais são do que vãos de escada, sem condições, sobrelotados, com funcionários que não têm mãos a medir, mesmo quando se trata de um funcionamento de rotina.

Pessoas de idade avançada, com mais de 75 anos, ao fazerem a simulação de quando poderá chegar a sua vez, receberam como resposta que serão vacinadas a partir de abril… Ou seja, um dia, no futuro longínquo, já depois do inverno e se tiverem sorte, que o vírus anda por aí aos pulos.

Acho surpreendente que os candidatos à eleição presidencial não façam cavalo de batalha deste tema. Há aqui, por parte do governo, uma muito séria falta de sentido de urgência. Um candidato presidencial não pode ignorar essa falha.

 

Sobre o Sahel e a Europa

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/26-dez-2020/opi-victor-angelo-que-tal-um-almoco-no-sahel--13169848.html?target=conteudo_fechado

Este é o link para o meu texto desta semana no Diário de Notícias, publicado na edição de hoje. 

A presença europeia no Sahel, que tem custos muito elevados, precisa de ser avaliada, revista e reorientada. 

O canibal e o seu Natal

Canibal rima com Natal. Mas isso não explica a razão que me levou esta manhã a dizer a quem me quis ouvir que me tinha transformado, durante a noite de consoada, num canibal. Também não meti medo a ninguém. Nem era essa a intenção. Um canibal da minha idade já não faz mal a uma mosca. E a idade também faz com que o apetite não seja muito grande. O jantar de consoada foi ligeiro. E o almoço de Natal também. Modesto, na verdade. Quando comparei o pouco que engoli ao que os meus amigos glutões paparam fiquei a pensar que afinal o meu novo estado de canibal era mesmo e apenas uma fantasia. De confinado, diria um amigo meu. Respondi que talvez fosse apenas uma maneira de responder de um modo inabitual e imprevisto a um Natal que foi muito diferente do que é tradicional. Ou uma maneira nova de desejar a todos um Feliz Natal.

O acordo e a distância

Dizem-nos que há acordo entre a União Europeia e o Reino Unido. Mas não nos explicam quais são os principais pontos desse acordo. É verdade que se trata de um documento de 2 mil páginas, mais coisa menos coisa. Vai ser preciso ter muita paciência para perceber as principais implicações do acordo de que se fala hoje.

Entretanto, o Primeiro-Ministro britânico apareceu na comunicação social a proclamar que se tratava de uma grande vitória para o seu país. Está bem. Assim se faz política demagógica. Cede-se nos minutos finais do jogo, na véspera da noite de Natal. De seguida, grita-se vitória. E abre-se o espumante. Para ele, será certamente uma vitória política, com todo o efeito mágico que saberá colocar na apresentação da coisa. Mas gente muita responsável no seu país não parece comungar da mesma opinião.

Com este tipo de políticos, a melhor solução é manter uma boa distância. E não entrar em familiaridades. Ignorá-los tanto quanto possível é remédio santo. E convém dar-lhes a entender que esse é o tratamento que lhes reservamos. O que não impede de lhes desejar um bom Natal.

Uma nova política

Gostaria de ver os políticos chegar ao fim deste ano com três certezas. Primeiro, que o importante, em matéria política, é a protecção dos cidadãos, a começar pela sua saúde e segurança económica. Segundo, que a gravidade dos desafios que temos pela frente exige cooperação e alianças alargadas. Os líderes devem propor plataformas que unam. O momento não permite que se gastem energias em pequenas querelas e em sectarismos. Terceiro, que os cidadãos anseiam por uma prática política limpa e ética. Políticos auto-centrados, interesseiros e oportunistas não cabem na visão que as pessoas querem ter da política. Políticos medrosos também não podem entrar no quadro do futuro.

Esta é a altura para falar de um outro tipo de política e de líderes. Para um debate exigente sobre o futuro. Para ir além dos grupinhos de amigos, das cliques de interesses, da falta de objectividade que está por detrás da defesa sem princípios dos que estão do nosso lado e do ataque sistemático aos que andam no lado oposto. 

As televisões e a ideia que se fazem do povo

As redes sociais contêm vários comentários sobre as entrevistas televisivas dos candidatos presidenciais. Devo confessar que ainda não tive a oportunidade – esta é uma maneira diplomática de pôr a coisa – de ver nenhuma dessas entrevistas. Mas pelos comentários que vou vendo parece que os entrevistadores não têm estado à altura. A ser verdade, é uma pena. Uma campanha presidencial deveria ser o momento para levantar algumas das grandes questões sobre o futuro do país. E para perceber se os candidatos têm uma visão nacional. Perder tempo em questões da hora e navegar na espuma do tempo que passa não será a melhor maneira de tratar os candidatos. Mostra falta de inteligência, de respeito pelos candidatos e pelos eleitores.

A verdade é que temos jornalistas muito bons. Mas não são esses que têm acesso aos ecrãs. Quem manda nas televisões parece pensar que os jornalistas mais intempestivos, mais primários, mais arrogantes são os que atraem audiências. Isso significa que os patrões das televisões vêem os portugueses como uma série de brutos que apenas querem circo político e violência verbal.

Rússia e o amigo Donald

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/19-dez-2020/a-russia-a-letras-gordas-13150968.html

Este é o link para o meu texto desta semana no Diário de Notícias. 

Entretanto, o ainda presidente Donald Trump veio contradizer tudo e todos, incluindo o seu querido Mike Pompeo. Veio dizer que talvez não tenham sido os russos que têm andado a espionar os diferentes departamentos estratégicos federais e as grandes empresas americanas. Não há dúvida, como já se sabia, que Trump está no bolso de Vladimir Putin. Também não tenho dúvidas sobre o seguinte: a sua saída do poder, por haver perdido as eleições, é um grande alívio. Trump é um líder muito perigoso. 

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