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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Fim do primeiro trimestre

E pronto, o primeiro trimestre chegou ao fim. Fica a impressão que foi um trimestre a ritmo lento. Mas a verdade é que foi, para nós, em Portugal, um período muito difícil em termos do impacto da pandemia. Muita gente esteve doente e muitos faleceram, sobretudo em Janeiro e Fevereiro. E a campanha de vacinação andou a passo de lesma.

Mas tudo isso faz agora parte do passado. O fundamental é olhar para o segundo trimestre com mais optimismo. E acreditar que o ritmo das vacinações vai ser muito melhor. Essa é a grande esperança.

Olhando à volta – e ouvindo este serão o Presidente Macron – vemos que a pandemia está longe do fim. Antes pelo contrário. A França entra agora num novo período de confinamento severo, por quatro semanas, pelo menos. E as coisas não estão melhores na Bélgica ou na Alemanha, por exemplo.

Tudo isto tem custos humanos e económicos incalculáveis. Alguns partidos ainda não se aperceberam disso e continuam a falar do futuro como se esse fosse igual ao passado. Ora, não se trata de voltar ao quadrado de partida. A Europa e o mundo de 2019 já não existem

O pó que vem de longe

Hoje uma parte de Portugal, o Sul pelo menos, teve a oportunidade de perceber os efeitos da desertificação que todos os anos avança em África. O céu esteve coberto de pó vindo do Saará. Já ontem havia acontecido o mesmo. Este fenómeno climático é cada vez mais extenso, atingindo agora partes da África Central e Ocidental que dantes ficavam de fora. E também se faz sentir na Europa, na Península Ibérica e na parte Meridional da França.

No Sahel, nesta altura do ano, em certos dias é impossível a um helicóptero aterrar. Não há visibilidade suficiente para isso. Aconteceu-me várias vezes. A única solução era voltar para trás.

Uma situação muito grave em Moçambique

O que está a acontecer no nordeste de Moçambique é muito grave e de uma grande complexidade. O ataque à povoação de Palma foi planeado de modo profissional e executado com uma violência inumana. Uma das conclusões que se deve tirar dessa acção terrorista é clara: há por detrás de tudo isto uma mão organizadora. Ou seja, estamos perante um conflito muito mais sério do que se poderia pensar.

Para já, é fundamental reconquistar o controlo de Palma e arredores. E duas coisas mais: compreender quem é esta gente violenta e fortemente armada; ajudar as autoridades legítimas de Moçambique a resolver o problema. A primeira significa procurar saber quem são, quem os organiza e ao que vêm. Não será fácil, mas é essencial fazer essa análise. Com toda a objectividade. A segunda, relativa ao apoio externo, é um assunto que o governo de Moçambique terá que aclarar. Não se pode impor uma ajuda vinda de fora.

Vacinas e conversa fiada

Nos Estados Unidos, apenas três tipos de vacinas receberam a luz verde que se designa por Emergency Use Authorization (EUA), a autorização que é dada pela U.S. Food and Drug Administration (FDA): trata-se das vacinas da Pfizer, da Moderna e da Janssen (Johnson & Johnson).

As outras ainda não completaram – ou mesmo, ainda não iniciaram – o processo de aprovação. É o caso da AstraZeneca. Mas isso não quer dizer que a vacina da AstraZeneca não seja eficaz.

Os Estados Unidos não estão a importar vacinas europeias. Também não estão a exportar para a Europa.

A campanha de vacinação americana é muito eficiente. O Presidente Biden tem dado uma atenção prioritária ao assunto. Como aliás outros também o deveriam fazer. Neste momento, não há nada mais político que o sucesso de uma boa campanha de vacinação. 

Estes são os factos. O resto é conversa.

Asneiras à brava nas plataformas e nos media

A quantidade de asneiras que por aí se dizem, sobre os mais variados assuntos, obrigariam um batalhão de pessoas a passar horas a desmentir ou esclarecer tudo isso. Eu, em geral, nas áreas que me tocam, finjo que não vejo, a não ser que esteja directamente a tratar desse assunto. Vou tentando esclarecer de modo genérico, sem pegar em cada caso, pois cada caso daria uma guerra e acabaria por ser uma perda enorme de tempo. Digo isto, depois de ver uns comentários que aí apareceram sobre a ajuda que a Alemanha nos prestou no combate à covid e outros sobre Joe Biden e as medidas que tem estado a tomar. Mas estes são apenas dois exemplos dos muitos temas que estão na moda e sobre os quais se diz um pouco de tudo.

Liderar é saber escolher entre opções difíceis

https://www.dn.pt/opiniao/horizontes-e-equilibrios-europeus-13499513.html

O meu texto de hoje - desta semana - no Diário de Notícias pode ser lido na página acima mecionada. 

Transcrevo de seguida o último parágrafo do meu texto.

"A redefinição do papel da NATO é necessária. O horizonte que temos pela frente é muito diferente do passado. Convém, no entanto, que nos interroguemos sobre qual deverá ser, na verdade, o nosso espaço prioritário de defesa. Também convirá debater qual é o ponto de equilíbrio entre uma Europa virada para um futuro euro-asiático e a história do nosso engajamento euro-atlântico. Vejo aqui duas variáveis que devem ser equacionadas. Uma tem a ver com o nosso relacionamento a prazo com a Rússia. Vladimir Putin não é eterno. A Rússia faz parte da nossa vizinhança estratégica, das nossas complementaridades económicas e das nossas referências culturais. A outra diz respeito à autonomia de defesa e segurança da UE. Deve ser objeto de reforço permanente, sem, todavia, pôr em causa os nossos compromissos históricos com a Aliança Atlântica. Tempos de incertezas exigem que saibamos claramente que equilíbrios manter, e que caminho escolher. Trata-se de combinar coragem com visão."

 

Joe Biden

A conferência de imprensa do Presidente Joe Biden – a primeira do seu mandato – confirmou aquilo que já se começou a ver, desde a sua tomada de posse. Tem prioridades claras, é consistente na sua persecução e defende uma política externa relativamente clara, embora nessa área já exista uma nódoa, que tem o nome do príncipe herdeiro da Arábia Saudita. No essencial, é importante estudar com atenção o que disse, a maneira como o disse e as respostas que deu.

No essencial, tem sido uma presidência positiva e dinâmica. Joe Biden é uma boa notícia nestes tempos de incertezas.

Classe e distância social

No meu supermercado de bairro, os corredores entre as diferentes prateleiras são estreitos. Os clientes acabam por andar, num sentido figurado, aos empurrões uns aos outros. Não há espaço para grandes distanciamentos. Ninguém reclama, não há conversas nem troca de palavras. Cada um trata de fazer as suas compras tão rapidamente quanto possível. Depois, dirigem-se às duas ou três caixas que estão abertas – a loja tem mais caixas, mas raramente abrem todas ao mesmo tempo. Aí, enquanto esperam pela vez de passar pela caixa, certas pessoas lembram-se das recomendações sanitárias. E zangam-se se os dois metros não são respeitados. Curiosamente, são as que parecem ter mais poder de compra que normalmente refilam e lembram as regras aos outros. Assim, às vezes fico na dúvida se se trata da afirmação da regra de saúde pública ou de uma manifestação de poder social, de hierarquia na escala das classes.

Atenção às linhas vermelhas

Gostamos de falar de linhas vermelhas. Depois, quando elas são ultrapassadas, fechamos os olhos e inventamos uma desculpa para não ter de agir. Disse hoje a um amigo que está na política para não pensar que os chineses também agem assim. Quando o homem forte que agora é Xi Jinping diz que é uma linha vermelha é melhor dar atenção a isso e ter uma resposta preparada. Estamos perante uma nova China. A melhor solução é levá-la a sério.

A Europa e a China: saber para onde vamos

Estamos a entrar num período de conflito político às claras entre a União Europeia e a China. Hoje foi o dia de sanções mútuas. E de aumento do volume das vozes críticas.

Perante esta tensão, parece-me difícil prosseguir e concluir o processo parlamentar de adopção do acordo de investimentos com a China. Este projecto de acordo havia sido aprovado pela cimeira dos líderes nacionais europeus em dezembro, um bocado por pressão alemã. Creio que ficará no ar, à espera de melhores dias.

Esses dias não virão tão cedo. Caminhamos, a passos largos, para uma situação de hostilidade entre a China e o Ocidente. Esse será, segundo creio, o factor determinante da geopolítica dos próximos anos. O risco para a estabilidade internacional é enorme.

Por isso, advogo que haja um debate muito sério sobre o nosso relacionamento futuro com a China. Não pode ser um relacionamento que irá sendo definido a par e passo, ao acaso dos acontecimentos e sem rumo certo. Precisa de uma linha directriz e de contornos bem definidos. Cabe aos líderes pôr o assunto em cima da mesa.

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