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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Não há nada para discutir

Angela Merkel diz-nos que é preciso negociar com o governo polaco. A mensagem era dirigida à sua compatriota Ursula von der Leyen. Foi imediatamente aproveitada pelo primeiro-ministro polaco, um político matreiro e duro de roer. Mateusz Morawiecki, assim se chama o fulano, veio logo falar de diálogo, que estava pronto para encetar uma discussão com a Presidente da Comissão.

Mas aqui há pouca matéria para diálogo. O que deve ser feito é seguir os valores democráticos europeus, nomeadamente os referentes à independência do sistema de justiça. E deixar de utilizar a televisão do Estado, o canal nacional mais visto pela população, para atacar todos os dias as instituições e as personalidades europeias.

Esta matéria é muito importante para a sobrevivência do projecto comum europeu.

Elvas

A cidade de Elvas beneficia da proximidade que tem com Badajoz e da autoestrada que liga Lisboa a Espanha e continua por aí fora. Parece, além disso, ser uma localidade bem gerida. Tem, igualmente, uma população estrangeira residente, vinda de outros países da União Europeia. É, certamente, uma cidade que vale uma visita.

 

O bota-abaixo por parte das elites

Nos últimos dias tem-se escrito muito sobre as plataformas sociais. Em geral, para demonstrar todos os malefícios que elas estão ligados. Quem assim escreve são pessoas da elite, que têm acesso aos meios de comunicação social, onde publicam colunas de opinião ou aparecem nos ecrãs. Os seus comentários não traduzem o modo de ver do cidadão simples, que não tem acesso aos órgãos tradicionais nem maneira de fazer ouvir a sua voz. Também não têm em conta que vivemos num mundo digital, em que há uma democratização da informação, novos padrões de comunicação e muito mais gente a produzir opinião.

É verdade que existem problemas e fenómenos negativos ligados às plataformas sociais. Mas também é um facto que assistimos a um fosso crescente entre as elites e o comum dos mortais. Ao pensar nisso, é de perguntar qual é o papel das elites quando se trata de promover a boa utilização das redes sociais?

 

A pobreza no mundo

Hoje e há muitos anos nesta data, as Nações Unidas dizem-nos que é o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. E agora, com o impacto da pandemia, temos cerca de 120 milhões de pessoas que, durante o ano passado, foram aumentar as fileiras de quem é extremamente pobre. Destes novos “extremamente pobres”, 60% vivem na Ásia do Sul. O número global de pessoas em situação de extrema pobreza estará agora à volta de 800 milhões. Estas pessoas vivem com menos de 1,64 euros por dia e per capita. O objectivo de erradicar a pobreza por volta de 2030 parece actualmente impossível de realizar.

De um modo geral, a proporção de pobres é maior entre os mais jovens. Uma situação essas provoca instabilidade, insegurança, radicalização e movimentos migratórios em massa. Também se constata que as mulheres são em geral mais pobres, criando-se assim uma situação de dependência, de fragilidade e condições que permitem o abuso e a exploração das mulheres.

Uma outra nota que se deve sublinhar neste dia: as alterações climáticas, que resultam sobretudo da industrialização e do modo de vida dos povos nos países mais desenvolvidos, irão sobretudo afectar os mais frágeis, nos países mais pobres.

 

 

O regresso à vida corrente

Fiz hoje algo que não fazia há muito: ir ao Colombo, o centro comercial que há dias esteve nas notícias, por causa de um assalto a uma relojoaria de luxo. Não levei uma marreta nem fui roubar ninguém. Estive lá por precisar de fazer umas compras. E notei que o centro comercial estava a abarrotar, com gente por toda a parte. Dir-se-ia que a covid-19 já faz parte do passado. A única indicação sobre a pandemia era a máscara que cada um tinha que usar.

 

A mediação é a melhor solução

https://www.dn.pt/opiniao/mais-e-melhor-mediacao-em-tempos-de-conflitos-14219425.html

Deixo acima o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

O texto procura transmitir duas mensagens. Uma, sobre o poder. Convém negociar com quem tem na verdade poder. A segunda, é sobre o mediador. A mediação só pode dar resultado se o mediador for credível. Menciono quatro características que, se existirem, permitem ao mediador ter credibilidade.

Transcrevo, se seguida, o último parágrafo do texto. 

"Um outro aspeto crítico diz respeito à autoridade do mediador. A credibilidade em política resulta da combinação de quatro características primordiais: espírito de missão, realismo político, equilíbrio de opiniões e confiança em si próprio. Vários mediadores nomeados nos últimos anos pelas Nações Unidas têm mostrado não possuir esse conjunto de qualidades. Por tendência, Nova Iorque presta mais atenção aos jogos regionais, à obtenção de apoios políticos em certos quadrantes, no Conselho de Segurança ou junto de Chefes de Estado influentes na região em causa, do que à experiência e personalidade dos nomeados. Daqui resulta uma certa marginalização da ONU e um esbater da sua imagem.  Durante o segundo mandato, António Guterres deverá empenhar-se na resolução desta debilidade. O reforço da capacidade de mediação deve ser uma das áreas prioritárias de um tempo que se advinha fértil em conflitos. Assim o clamam, diariamente, muitos milhões de pessoas vítimas de violências políticas ou à beira da ravina."

A idade não engana

Hoje, na minha caminhada matinal ao longo do rio, o meu amigo António, que vende óculos de sol e paus para selfies em frente à Torre de Belém, foi directo ao assunto. Disse-me que não andasse na rua sem máscara, pois na minha idade bastaria apanhar uma gripe e seria o fim da história. Acrescentou que mesmo ele, que tem sessenta anos, anda de máscara. Como ele não sabe a minha idade, perguntei-lhe quantos anos me dava. Respondeu, com todo o respeito com que me trata, setenta e muitos, perto dos oitenta.

Tirou-me todas as ilusões. Depois, fiquei a pensar que devo estar a precisar de umas semanas de férias.

Durante a tarde, participei num colóquio internacional organizado pelo US Institute of Peace, uma organização com apoio federal, mas não- partidária, baseada em Washington. Participaram igualmente vários antigos colegas meus e muitos outros especialistas. À medida que cada um falava eu ia consultando a respectiva nota biográfica. A minha intervenção era uma das últimas, para dar um enquadramento mais geral ao que havia sido dito. Depois de mim, só falava mais uma académica, baseada no Canadá, uma pessoa bem mais jovem do que eu. Por isso, quando chegou à minha vez já era possível constatar que eu era o orador e o participante mais velho de entre todos.

E lembrei-me do António. Só que por videoconferência não é preciso colocar uma máscara. Mas poderia ter posto uns óculos de sol, para disfarçar as rugas. Os que o António vende, quando vende, que o negócio está muito fraco, para pouco mais servem do que ocultar as ditas.

A vida na Ajuda

Já aqui escrevi sobre a zona circundante do mercado da Ajuda. É como uma pequena aldeia de gente pobre numa freguesia de Lisboa. Os comerciantes da zona são quase todos à moda antiga. Tratam os clientes com muita atenção, como se fossem todos vizinhos e conhecidos. Mas são quase todos pessoas de uma certa idade. Isso pode significar que, a prazo, esta área comercial está condenada.

Entretanto, nota-se que várias casas antigas, em geral muito pequenas, têm sido ou estão a ser remodeladas. Várias acabarão como Alojamento Local. A freguesia já tem um bom número de alojamentos locais. Muito provavelmente, irão aparecer mais.  

Sair do meu bairro, perto do Ministério da Defesa e ir até ao mercado da Ajuda é uma caminhar no tempo e na escala social. É uma digressão que vale a pena fazer. Embora na volta, existam muitas ruas que são sempre a subir.

 

 

Um Estado caro, ineficiente e predador

Temos uma administração pública pesada e uma governação pouco eficiente. Tudo isso tem custos enormes. E em vez de se procurar fazer crescer a economia, carrega-se na imposição dos rendimentos das famílias. Temos níveis de imposição altíssimos, que depois não são correspondidos nem pela qualidade dos serviços que a administração deveria prestar nem pela cobertura que os serviços sociais e de saúde deveriam ter. A má governação e a falta de incentivo no que respeita ao crescimento dos sectores privados da economia empobrecem as famílias portuguesas. A alternativa política deveria ir no sentido oposto. E ser clara quanto ao papel dos diferentes actores económicos, do Estado ao pequeno e médio empresário, passando, claro, pela remuneração apropriada do trabalho.

É preciso insistir igualmente no desenvolvimento de uma economia de ponta, de qualidade e do conhecimento. Por exemplo, turismo, sim, mas não de massas e de poder de compra modestos. Aí, como no resto, há que transformar o sector num sector sofisticado.

 

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