Portugal é grande quando abre horizontes

24
Mar 10

 

Mais uma série de discussões, muito diplomáticas, palavras, palavras, cuidado com as palavras, o embaixador chinês a ver em mim um diplomata de excepção, e eu a pensar no trapézio, nos equilíbrios, na relatividade da política, num mundo povoado de gente razoável. Sabem onde fica?

 

Fiz mais um discurso de despedida, ao corpo diplomático e aos chefes das agências das Nações Unidas, a tentar não repetir o que já disse várias vezes, teve lugar na residência oficial do PNUD, um casa bela, árvores grandes, à beira do rio Chari. Foi uma maneira muito simbólica de dizer as palavras da partida, eu que fui representante residente do PNUD durante duas décadas, noutros sítios, noutras vidas, com um sangue mais vermelho, nessa altura.

 

Tudo isto pede muita paciência, que negociar é uma aprendizagem contínua sobre o controlo de nós próprios e das circunstâncias. É ficar calmo quando tudo nos enerva, pensar no horizonte quando nos querem fazer tropeçar, ter a coragem de calar quando querem que gritemos a nossa raiva.

 

Ao fim do dia, para além do cansaço, fica a impressão de que voar bem acima das copas das árvores é a melhor maneira de não esmagar o bico no chão. É uma sensação de voos para destinos mais longínquos, mais do que um sentimento de alívio.

publicado por victorangelo às 21:07

La diplomacie est faite d'exemple et, oui, de beaucoup de mots. Mais certains mots ne volent pas. Ils s'enfoncent, ils s'enracinent. Ils se reproduisent.

Attention: car l'arabe est une langue complexe, fine, cultivée. Et ceux qui la parlent au Tchad entendent bien les subtilités...........

Ce que vous avez fait, pendant votre travail au Tchad, a été de créer la paix à travers des ponts, des ponts faits de mots, les mots des vos négotiations.
Isabella S.C. Scanderbeg a 24 de Março de 2010 às 23:31

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