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Crescemos quando abrimos horizontes

24
Ago 08

Os intelectuais portugueses estão acomodados e satisfeitos. Passam o tempo a repetir-se e a cair na tentação do comentário do imediato, do quotidiano político. E' a solução de facilidade. Aliada à eterna busca de um palco. 

 

Para mim, o intelectual é o que está sempre à procura. Um inquieto por ideias novas, que ajudem a entender o sentido dos fenómenos sociais, que aponte soluções para que o progresso social se possa realisar.

publicado por victorangelo às 08:35

Muito verdade.

Já reparou como já não existe tempo para reflexão? A "nossa interpretação/análise" dos acontecimentos é-nos imediatamente fornecida por vários comentadores.

Não estaremos a criar uma sociedade de pessoas desprovidas de opinião própria?

George Bernard Shaw disse: "A democracia é um método que assegura que não seremos governados melhor do que merecemos".

E assim é...o Governo que merecemos. Entretanto, quem são os verdadeiros intelectuais?

Agostinho da Silva dizia numa das entrevistas que nós temos excelente matéria prima, o que nos faltam são as condições de trabalho. E isso, leva inevitavelmente à mediocridade, porque os bons saem do país e os que ficam são os sem iniciativa, os passivos, em suma, os mediocres.

Claro está que estamos perante uma generalização, ainda assim...
css a 25 de Agosto de 2008 às 11:04

Talvez a verdade seja que a maioria dos comentadores acabe por já não ser ouvida. São sempre os mesmos e maioria dos comentários são repetitivos e preparados em cima do joelho. Faltam profundidade, variedade e seriedade.

Creio que muitas pessoas têm uma opinião formada sobre todo um conjunto de assuntos de actualidade.

As questões são, no entanto, as que se relacionam com a qualidade da informação que chega ao grande público, o crivo utilizado pelas fontes e pelos veículos de comunicação, e também o facto da informação ser de tal modo reduzida a meia dúzia de frases sonantes que acaba por ser totalmente desprovida de contexto.

Shaw falava da democracia tal como a conhecia, o modelo inglês, com um deputado por cada círculo eleitoral. Uma democracia que poderá ter muitos defeitos, mas que mesmo assim permite uma proximidade maior entre o político e o eleitor. E que apesar de tudo, sempre permite uma escolha mais criteriosa, com base no conhecimento pessoal dos candidatos. Em Portugal, estamos ainda mais longe dessa possibilidade de escolha, e por isso, com riscos acrescidos de apenas elegermos os candidatos que cada partido considera mais yes-man, mais fiéis ao líder. Penso que os portugueses merecem mais. Penso que a democracia portuguesa precisa de se tornar bem mais representativa e muito mais próxima do cidadão.

Quanto aos que saem e aos que ficam, seria bom reconhecer que fica muita gente boa, com muita genica e muita cabeça. Tenho um certo à vontade para o dizer, por que sou dos que saíram...A questão será talvez mais que muitos dos que ficam acabam por ser cerceados por alguns que se arvoram em donos do país e que temem a iniciativa individual, a concorrência, a competição, os projectos fora das capelinhas estabelecidas.

Muito agradecido pelos seus comentários.

victorangelo a 26 de Agosto de 2008 às 21:34

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