Portugal é grande quando abre horizontes

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Mai 10

Tempos muito preenchidos. Os principais dirigentes europeus, há uns dias a dizer que tudo estava sob controlo, que o problema estava resolvido, agora, a mostrar o contrário, a aprovar um fundo de 750 mil milhões de euros, para estabilizar a moeda única. Um montante que faz sonhar com a estratosfera, mas que não seguraria a a crise, caso a Espanha entrasse em crise de pagamentos. A economia espanhola não tem comparação nem com a grega nem com a portuguesa. A dimensão é outra. A fragilidade da Espanha advém, em parte, da fragilidade portuguesa, já que os vizinhos são credores de uma boa parte da nossa dívida pública e têm muitos interesses económicos em Portugal.

 

Por outro lado, nós precisamos de uma recuperação rápida da economia espanhola, pelo impacto positiva que terá sobre a nossa situação.

 

Em Portugal, o cheiro a crise é cada vez mais intenso. O encontro dos antigos ministros das finanças com o Presidente da República deu um mau sinal aos investidores e decisores financeiros estrangeiros. É entendido como uma confirmação de crise iminente. Não ocorreu na melhor altura. Também não se percebeu bem para que serviu, fora o protagonismo dado a um ou outro indivíduo. Deveria ter sido adiado.

 

A questão central continua a ser a do endividamento público e das famílias. Para responder à parte pública da questão, o governo começa a dizer-nos que vai ter que aumentar o IVA e fazer aparecer outros impostos. É a receita tradicional. Espremer o limão. Só que as famílias estão sem elasticidade financeira. Vamos ter mais privações, mais contracção do consumo e mais dramas de insolvência.

 

Para completar a fotografia do dia, Gordon Brown decidiu colocar o lugar de chefe do seu partido a prémio. Quem será o novo dirigente, uma pergunta que agora fica no ar, neste fim de percurso para Brown. Mas, mais importante, irá este gesto permitir uma aliança de governo entre os Trabalhistas e os Liberais Democratas? Seria melhor para a Europa se isso viesse a acontecer.

 

A propósito das eleições britânicas, o meu texto desta semana na Visão tem atraído um sem número de atenções e comentários. Para além do mérito, que reconheço, na indignação expressa por alguns, nem sempre houve serenidade na escrita dos meus leitores. Mas a verdade é que andamos todos muito agitados. São tempos de crise. E de erros. As crises requerem solução e os erros pedem que não se repitam.

publicado por victorangelo às 20:18

O tuguita já não conseguia sair à rua sem artigos de marca da cabeça aos pés, nem que fossem contrafeitos, já só tinham meninos chamados Martim e saltitava entre Porto Galinhas e Varadero, agora entrou em síndrome de abstinência. Não desesperem, ainda há a praia dos Olhos de Água e a do Moledo no Minho. Dá ar de que se é fino, mesmo algo aristocrático e ajuda-se a economia nacional. Nem tudo está perdido.
Fulano a 11 de Maio de 2010 às 05:28

Quanto à crise, ela está para durar. Os alegados sinais de recuperação económica não passam disso, de alegados sinais, como explica Andy Xie , doutorado pelo MIT, numa das mais importantes publicações de língua inglesa da China: http://english.caing.com/2010-05-10/100142644.html. Para ajudar a perceber um pouco melhor o que vai acontecer nos próximos dois anos.
Abraço,
Rui Flores a 11 de Maio de 2010 às 05:50

Nunca tanto se falou de crise como agora.
Nem sequer no tempo daquele famoso discurso desse nosso ex pm (o que agora anda lá por Bruxelas a deitar contas á vida) quando este anunciou, com pompa e circunstancia, que o país estava de tanga.... lembras-te ?
Ainda ontem, estava eu a preparar-me para começar a jantar os restos do almoço, requentados numa frigideira de mil novecentos e troca o passo, eis senão quando bateram-me à porta. Um grupinho de simpáticas senhoras aqui da aldeia andava a fazer peditório para as festas que se irão realizar em breve, para alegrar os corações. Como sou boa pessoa, ou pelo menos assim quero pensar, lá fui eu à minha carteira ver o que se podia fazer... «estamos mal...» suspirei, tinha-me esquecido de ir ao multibanco e só tinha dez euros.
A minha filha, que entretanto esperava pelo requentado jantar estendida no sofá a ver uma série na TV sobre um médico coxo , ofereceu-se para também colaborar e lá vieram mais 10 euros.
De repente, lembrei-me que tinha uns trocos dentro de uma caixinha e ao todo consegui reunir 40 euros para entregar à comissão daquelas festas, que evidentemente se desfez em agradecimentos, deixando ainda no ar a recomendação «não se esqueça depois de aparecer por lá! Olhe que vale a pena, é uma festa muito bonita!» .... ao que eu, que nem não acho piada nenhuma a este tipo de eventos, com um sorriso amarelado, acabei por responder «ah isso é que é mais difícil, eu sou um bocado bicho do mato...»
lírio do campo a 12 de Maio de 2010 às 09:11

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