Portugal é grande quando abre horizontes

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Mai 10

Nos últimos dias, o Presidente americano passou algum tempo ao telefone. Teve uma longa conversa com Angela Merkel, para a convencer a aceitar o pacote de medidas de apoio à Grécia. Falou com o Presidente francês, este fim-de-semana, para que acelerasse o processo de aprovação do fundo de monetário de estabilização do euro. Esteve, ontem, em linha com Zapatero, para que não continuasse a haver dúvidas sobre a preocupação com que Washington vê a situação espanhola e o potencial destabilizador que representa. Felicitou David Cameron. Aproveitou para mencionar a importância que os americanos dão a uma contenção fiscal na Grã-Bretanha.

 

Depois de cada chamada, houve resultados concretos. A Alemanha decidiu alinhar-se com os outros, na ajuda urgente à Grécia, apesar dos custos eleitorais elevados para a coligação no poder, em Berlim. Sarkozy anulou a viagem a Moscovo, ficou a liderar a criação do fundo de emergência. Em Espanha, as medidas anunciadas, hoje, pelo governo respondem ao apelo de Barack Obama. A coligação em Londres está a enviar sinais positivos aos mercados, apesar de uma situação económica preocupante.

 

Duas lições a tirar de toda esta movimentação: os Estados Unidos compreendem a dimensão internacional da crise europeia; o impacto que pode ter sobre outras grandes economias; segunda conclusão, a voz de Obama pesa muito nas capitais da Europa.

 

E, Lisboa, no meio de tudo isto? Esta poderia ser a terceira lição.

publicado por victorangelo às 19:13

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