Portugal é grande quando abre horizontes

05
Jun 10

Estive em contacto com o meu amigo F. Havia muito que não falávamos.

 

É um homem cheio de força, apesar dos seus 50 e muitos, muitos, nascido em Lisboa, junto ao Tejo, educado desde criança no que era então a Rodésia do Sul, combateu na guerra civil, e continuou em Harare até surgir a crise recente. Vive há vários anos, seis ou sete, numa província do centro de Moçambique. Chegou lá sem nada. Começou por plantar milho, negociar em tabaco e alfaias agrícolas, hoje tem vários interesses, e é membro do Conselho Regional de Empresários, um órgão consultivo junto das autoridades da região.

 

Continua cheio de projectos. E de fé no futuro de Moçambique.

 

Fez-me pensar nos muitos de nós, portugueses, que fazemos um mundo no mundo. Que acreditamos que é preciso arriscar, empreender, tentar novos horizontes, ser estrangeiro de sucesso nas terras que nos acolhem. Também me fez pensar num país que estava no fundo do buraco e conseguiu dar a volta ao seu destino e ser um exemplo em África.

 

Foi um reencontro com a esperança. 

publicado por victorangelo às 21:57

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