Portugal é grande quando abre horizontes

09
Jun 10

Certos senhores, aqui entre nós, pensam que não se deve falar todos os dias da crise. Que nos estamos a transformar num muro de lamentações, a cultivar a crítica e o pessimismo, a não pensar no lado positivo das coisas. Que não vemos o valor que cada décima estatistíca tem, em termos de crescimento da economia e de boa política.

 

Esses senhores não conhecem, de facto, a crise. Ocupam posições sólidas, vivem com desafogo, gostam do que é bom e bonito.

 

Compreendo que os incomode que se fale de quem sofre, do desemprego, das dificuldades dramáticas em que muitas famílias se encontram, dos pequenos empresários que já nem sabem por que razão mantêm as portas abertas, do pavor que representa uma taxa de juro em alta.

 

Em África e noutros países de grande miséria encontrei, igualmente, gente assim. Achavam mal quando se lhes falava da luta contra a pobreza, da falta de condições em que viviam a maioria das famílias. Do estado alarmante da saúde pública. Acusavam-nos de navegar e pescar nas águas do pessimismo. De termos uma postura estruturalmente negativa. De viver à custa de relatórios alarmistas. Nalguns casos, chegavam a acusar-nos de falta de respeito pelo país em causa. (São senhores que gostam de cavalgar no patriotismo arrebatado).

 

Mas a crise não precisa de vuvuzelas para se fazer ouvir.

 

 

publicado por victorangelo às 20:27

Caro Victor,
Tens razão, os senhores não gostam de ouvir falar de crise porque esses mesmos senhores, passeam-se nos carros de alta cilindrada que os tais empresarios em dificuldades ou as familias cim a corta na garganta são obrigados a pagar os impostos para tais luxos.
Acabei de ver o "chaffeur" do Senhor que agora está à frente da antiga INATEL, Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres, que estava à espera de S. Exª num MERCEDES topo de gama.
Será que este Instiututo, agora Fundação - que é o que está a dar- , dará lucros e, nesse caso, poderiam ser canalisados para outras actividades, em vez de serem esbanjados nestes luxuosos carros. Mas, sabem é que normalmente estes carros agora são tomados sob a formaq de leasing e quando chegar ao fim do mandato pode comprar o carro por meia duzia de tostões - valor residual - (à custo do alto valor que entretanto o Estado pagou) passando o mesmo a ser sua pertença!!!!!! Este estado de coisas ´´e verdadeiramente escandaloso.
No mesmo edificio vive, igualmente um Celebre ex Ministro das Obras Publicas que também se deslocava da mesma forma num potente e deslumbrante Mercedes.

A bem da Nação
catulina a 11 de Junho de 2010 às 00:50

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