Portugal é grande quando abre horizontes

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Jun 10

José Saramago deixou-nos hoje. Sentimo-nos mais pobres. Foi um português que não teve medo de abrir novas frentes, ao desafiar constantemente a nossa maneira tradicional de pensar. Com ele, com as suas frases intermináveis e as suas alegorias, muitos de nós aprenderam a pensar sem barreiras. A deixar voar o olhar crítico sobre nós próprios. A saber que todas as interrogações são legítimas. 

 

Gente assim cabe dificilmente no Portugal que temos. Por isso, foi viver para a porta ao lado. É melhor para os nervos. E envia um sinal que poucos entendem, mas que deveria voltar à baila, neste momento da sua viagem definitiva para o espaço das memórias. A mensagem que continuamos a fechar os nossos horizontes, a viver agarrados à sotaina das ideias de outrora, num círculo de vistas estreitas, que acaba por excluir as mentes livres e criadoras.

 

Por isso, alguns continuam a morrer no exílio.

publicado por victorangelo às 19:58

Sim, assim é.

Il y a des personnes qui ont besoin de se séparer du pays qu'ils aiment pour se permettre de l'analyser plus objectivement et ne pas trop souffrir.

Bizarre ce sentiment de possessivité envers le pays de notre naissance. Est-ce naturel ou induit par l'education?

Dans un monde plus ouvert et multi-culturel, est-ce encore si important d'avoir un attachement passionné envers notre endroit de naissance?

Ou nous devrions plutôt arriver à avoir un attachement pareil envers notre planète toute entière, et apprécier nos différences plus que nos ressemblances?

José Saramago était un homme d'origines très humbles, qui avait fait plein de travaux différents. Il aimait trop son pays, et s'installa au milieu de la mer, mais pas trop loin. Pour mieux observer le Portugal. Pour mieux l'aimer?



Isabella S.C. Scanderbeg a 21 de Junho de 2010 às 09:01

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