Portugal é grande quando abre horizontes

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Jul 10

A visita oficial do Presidente Cavaco Silva a Angola foi um sucesso. Conseguiu resultados concretos, nas áreas comerciais e dos interesses de Portugal. Certas concessões feitas pelos Angolanos so' foram possíveis por que foram solicitadas ao nível do Chefe de Estado. Assim se faz política externa, em países como Angola. Por isso, é importante organizar regularmente visitas ao mais alto nível.

 

Entretanto, com a cimeira da CPLP 'a porta, tem havido muita discussão sobre a eventual entrada da Guiné Equatorial para membro efectivo da Comunidade. Conheço relativamente bem o regime de Malabo. 'A partida, e' muito difícil justificar essa adesão. Por vários motivos, incluindo os ligados 'a língua portuguesa, enquanto idioma oficial. A decisão sobre esta candidatura vai certamente entrar para a história da ciência política.

 

De um modo mais geral, o parecer do Tribunal Internacional da ONU sobre a legalidade da declaração unilateral de independência do Kosovo, hoje dado a conhecer, abre novas ondas de choque em países com comunidades populacionais que aspiram ser independentes. Vai ser necessário muito juízo político para que Estados como a Espanha não entrem num processo ainda mais pronunciado de fragmentação e de crise civil.

 

Falando da ordem jurídica internacional, o Presidente Bashir do Sudão, contra o qual existe um mandato de captura, foi hoje a N'Djamena. O Chade e' um dos Estados signatários dos estatutos de Roma, que criaram as obrigações relacionadas com as decisões do Tribunal Penal Internacional. O mesmo tribunal que procura deter Bashir. O homem foi e regressou a Cartum, sem que nada lhe tenha acontecido. Não foi detido, não foi despachado para Haia. Terão ganho as relações bilaterais entre o Chade e o Sudão. Mas, perdeu a ordem jurídica internacional.

publicado por victorangelo às 22:02

Não vejo como o caso do Kosovo pode fortalecer as pretensões independentistas na Espanha.
A Espanha nunca fez um golpe constitucional em relação às suas unidades autónomas, como fez a Sérvia ao Kosovo e nenhuma região espanhola foi vítima do terrorismo de Estado central.
Želimir a 23 de Julho de 2010 às 21:57

E', de facto, importante mostrar as diferenças entre a historia do Kosovo e outras circunstancias nacionais e comunitárias , como por exemplo, as de Espanha. Obrigado pelo comentário VA

Sim, penso que é de suma importância chamar a atenção às características sui generis do caso do Kosovo. O grande público - e até uma parte da classe política - desconhece frequentemente os factos sobre o antigo processo de relações entre a Sérvia e o Kosovo, que culminou com a independência deste, e não as consegue separar dos mitos criados pela propaganda ou pela não suficiente capacidade dos meios de comunicação social de as veicular.
Želimir a 23 de Julho de 2010 às 22:36

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