Portugal é grande quando abre horizontes

27
Ago 10

Os tradutores cibernéticos não podem ser utilizados para produzir traduções literárias. Mas os programas disponíveis na net são suficientes para entender textos escritos noutras línguas.

 

Vem isto a propósito de um relatório que o Instituto Polaco das Relações Exteriores acaba de publicar. Passa-se o documento pela máquina e em menos de um minuto temos à nossa frente algo que faz sentido, embora não seja perfeito. 

 

O relatório faz uma análise da situação actual do serviço comum da diplomacia europeia. Dos 115 embaixadores que representam a UE pelo mundo fora, 66 provêm de apenas cinco países: Alemanha, Bélgica, França, Itália e Holanda. Ou seja, de estados que são membros fundadores da União.

 

Se se juntar a esse pequeno grupo a Espanha e o Reino Unido, teremos sete países com 86 postos de chefia de missões diplomáticas. Os 30 postos restantes repartem-se pelos vinte outros estados membros.

 

Numa União que fala sem parar da igualdade do género, só 15 postos de chefia de missão são ocupados por mulheres.

 

O resto do estudo faz uma análise mais fina, país por país. Mostra, por exemplo, que em África quem dá cartas em termos de postos são as antigas potências coloniais.

 

É um excelente trabalho do Instituto polaco, uma arma de negociações muito importante. Mostra que em Varsóvia não se anda a dormir na forma, nem a apanhar Sol nos Algarves que são os nossos.

 

Em Setembro vão ser conhecidas as novas nomeações. Pelo menos, a primeira onda. Veremos até onde a Baronesa Ashton consegue chegar.

publicado por victorangelo às 21:07

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