Portugal é grande quando abre horizontes

04
Jan 11

O seminário diplomático deste ano, que decorreu ontem e hoje, mostrou, uma vez mais, que é preciso alterar o paradigma da diplomacia portuguesa, para a tornar mais proactiva, como agora se diz, ou seja, com maior capacidade de iniciativa, com agilidade para participar na definição das agendas internacionais.

 

A máquina, que tem grandes competências, continua a ser muito burocrática. O que significa que os embaixadores têm medo de tomar iniciativas sem terem recebido, previamente, orientações precisas da casa-mãe.

 

Mais ainda, é preciso preparar melhor os quadros diplomáticos na área da promoção dos interesses económicos de Portugal no estrangeiro. Diplomacia e política económica externa devem estar mais ligadas. Só que aí há outro problema. O nosso Ministério da Economia tem muita falta de genica em matéria de internacionalização das empresas portuguesas. O próprio ministro parece não se sentir à vontade fora de portas.

 

No plano interno, da realidade nacional, o MNE ganharia se organizasse um briefing semanal para a imprensa portuguesa. Deixei essa sugestão em cima da mesa. Volto a repeti-la, por me parecer importante e por achar que continua a haver timidez no relacionamento do ministério com os media. 

 

 

 

publicado por victorangelo às 22:10

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