Portugal é grande quando abre horizontes

08
Jan 11

Recentemente, um dos meus leitores comentava, nestas páginas, o facto do Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros se ter equivocado, quando ao meu título e categoria na ONU. Na verdade, ao anunciar a minha participação no Seminário Diplomático deste ano, havia uma subvalorização da minha posição nas Nações Unidas.

 

Lembrei-me, então, que noutros países, as coisas se passam de modo diferente.

 

Menciono um exemplo ainda fresco. Dois colegas meus, súbditos de Sua Majestade a Rainha lá em Londres, que se aposentaram mais ao menos na altura em que também o fiz, gente que havia percorrido os corredores da ONU comigo, ao longo das últimas décadas, foram agraciados no final do ano, como reconhecimento pelas carreiras de sucesso que ambos conseguiram fazer, no seio da organização. Incluídos na Honours List. Foram, mais ainda, convidados para participar, como conselheiros especiais, a título mais ou menos gracioso, num par de instituições inglesas de grande prestígio. O Reino Unido pensa que não deve desperdiçar a experiência que cada um deles acumulou.

 

Há mais exemplos, do mesmo género, noutros cantos do globo.

 

No meu caso, os gestos vieram de outras terras. De fora, não de Lisboa, que por aqui não se dá importância a estes pequenos nadas.

publicado por victorangelo às 21:16

VA é generoso quando reflecte sobre a avareza e a falta de sentido de estado dos outros.
E não perde ainda assim VA uma oportunidade de promover o que de bom Portugal produz e exporta para muitas partes do Mundo.
Só assim se compreende que fale da medalha de cortiça que o Estado Português lhe não dá, no termo de uma prestação de mais de 32 anos a correr Mundo, em funções de grande responsabilidade nas Nações Unidas.
É generoso ao falar de cortiça, sobretudo quando a que recebe, de facto, mais parece ser sim é de casca de batata.
Veja-se o que de errado se escreveu, e que perdura, em http://www.mne.gov.pt/mne/pt/noticiaspt/201012311130.htm
Apontou-se aqui http://victorangelo.blogs.sapo.pt/280601.html#comentarios uma série de erros na notícia “Seminário Diplomático” no portal do MNE: falha elementar e de gritos na tradução, falha na consideração e apresentação pessoal de um convidado, falha na edição/ revisão sempre necessárias, e falha no controlo de qualidade do que se publica numa plataforma oficial do Governo. Junto com gritante desconhecimento, a alto nível, no Ministério mais especializado na matéria, de termos tão elementares como Under-Secretary-General (Secretário-Geral Adjunto) e UN Assistant Secretary-General (Subsecretário-Geral) e as respectivas correctas traduções para português.
Isso foi há quase uma semana.
Outros reparos surgiram, alguns a alto nível, e no próprio dia.
Depois, de lá para cá?
Nada.
Moreira da Silva a 9 de Janeiro de 2011 às 09:48

Pois é estimado VA, o nosso país até nestas coisas é diferente. Somos uma Nação sem memória colectiva, o que conta são as aparências, como ouvi dizer, a pouco tempo; somos um país de barracas com um sumarino à porta...
franciscofonseca a 11 de Janeiro de 2011 às 18:17

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