Portugal é grande quando abre horizontes

06
Fev 11

Creio que ficou claro, nos corredores da conferência de Munique, que existem quatro tipos de ataques cibernéticos:

 

- Os provenientes de jovens fanáticos da informática, os chamados "hackers", que pelos mais diversos motivos e causas, todos eles muito anárquicos, resolvem atacar certos computadores;

 

- Os preparados pelos gangs criminosos, que procuram, acima de tudo, roubar contas bancárias e códigos de cartões de crédito; William Hague disse, na sua intervenção, que haverá, por ano, cerca de 13 milhões de ataques desse género;

 

- Os relacionados com a espionagem científica e industrial; a economia chinesa é a maior produtora, de longe, desse tipo de ataques;

 

- Os dirigidos contra os sistemas de computadores militares, de defesa e de segurança, bem como contra alvos de interesse estratégico; estas acções são preparadas por serviços oficiais, de governos hostis; também aqui se fala, nos cantos escondidos da conferência, da China, em particular, mas não só; sabe-se que Israel tem um centro a trabalhar nesse campo.

 

Perante isto, a que se junta os milhões de mails dos particulares, que todos os dias são filtrados pelos serviços secretos americanos, britânicos e outros, fica-se a pensar a internet é muito mais do que aquilo que se vê. É um mundo.

publicado por victorangelo às 22:10

Seja-me permitido acrescentar um 6º tipo de ataques cibernéticos à lista de 4 ataques elencada nos corredores de Munique: os ataques contra a rede perpetrados em particular por governos em aflição, à beira e com medo da perda do poder, e em geral por governos em regimes onde a democracia e a livre circulação de informações e ideias ainda é infelizmente uma miragem.
Com efeito, e veja-se o exemplo do corte abrupto do acesso à internet imposto pela ditadura egípcia às operadoras Link Egypt, Vodafone/Raya, Telecom Egypt, Etisalat Misr e aos seus milhões de clientes no país, durante longuíssimos dias no final de Janeiro 2011, temos aí um exemplo claro que também a nível do poder se ataca, e muito, a internet.
Ou, atente-se nas práticas de todos os dias em países tão democráticos como Myanmar, China, e tantos outros, onde os cortes no acesso à internet, seja com a regularidade do silenciamento da oposição, ou da esporádica tentativa de ocultação da atribuição de um Nobel da Paz, por exemplo.
Um famoso produtor de vinhos terá dito um dia, consta, que também com uva se faz vinho.
Seríamos tentados a dizer que também dos poderes instituídos vêm os ataques cibernéticos.
Como sempre veio um velho anseio de controlar, filtrar ou calar as vozes e ideias contra, da parte dos poderes quando são fracos.
Obs.:
Falei em 6º ataque, a juntar à lista de 4 tipos elencada nos corredores de Munique.
Falta uma, a 5ª.
Essa 5ª ofensiva, surda, regular, omnipresente, pode ler-se no último parágrafo deste texto de Victor Ângelo, se o interpreto bem.
Moreira da Silva a 7 de Fevereiro de 2011 às 09:24

Excelente comentário. Muito correcto, certeiro. Agradeço e peco mais. Cordialmente, VA
victorangelo a 7 de Fevereiro de 2011 às 17:03

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