Portugal é grande quando abre horizontes

12
Fev 11

Cabe ao Brasil presidir ao Conselho de Segurança da ONU, durante o mês de Fevereiro.

 

O Brasil quer aproveitar a sua presença no Conselho, sobretudo no mês em que está na cadeira da presidência, para se bater pela reforma do mesmo e garantir que, no futuro, um dos lugares de membro permanente lhe seja atribuído. Esta campanha está a ser feita em sintonia com a Índia e a Alemanha, que partilham o mesmo tipo de ambições.

 

Ontem, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, António Patriota, presidiu a uma reunião especial do Conselho, convocada pelo seu país, para discutir as interconexões entre as questões da paz, da segurança e do desenvolvimento. Estavam presentes, como seria de esperar, os ministros homólogos da Índia e da Alemanha. Como também estava o nosso MNE, Luís Amado.

 

O Banco Mundial tentou, durante os debates, chamar a atenção para as lições aprendidas nos últimos anos em matéria de pós-conflito e de consolidação da paz. A minha antiga colega Sarah Cliffe falou da segurança dos cidadãos, da administração da justiça e do emprego, como sendo os três pilares essenciais de qualquer programa de estabilização bem pensado e com possibilidades de sucesso.

 

Curiosamente, não falou num quarto pilar que é igualmente fundamental: o relativo aos direitos humanos. O Banco Mundial ainda não se sente à vontade para falar de direitos e liberdades fundamentais. É uma falha de monta, como o Norte de África o está a demonstrar.

 

O nosso ministro, que falou de improviso, sem ler o discurso que havia sido preparado e previamente distribuído, falou, demoradamente, sobre a geopolítica mundial e o Médio Oriente em particular, sublinhando, várias vezes, que é preciso adoptar-se um " comprehensive approach", uma maneira de actuar que combine vários tipos de resposta.

 

Na minha opinião, deveria ter aproveitado a ocasião para afirmar, claramente, que Portugal reconhece que é urgente proceder à reforma do Conselho de Segurança. Isso seria entendido pelo Brasil e pela Índia, para já não falar na Alemanha, como um sinal claro de apoio às suas ambições. A nossa diplomacia bilateral com esses países teria marcado mais uns pontos.

 

Foi mal aconselhado.

 

O ministro indiano lembrou ao Conselho as palavras fortes de Mahamat Gandhi: "a pobreza é a pior forma de violência".

 

E fez um favor a Portugal. Por engano, é verdade, mas sem se desmanchar. Leu metade do discurso que Amado deveria ter lido, antes de se aperceber do erro, de que estava a recitar o papel do vizinho. Ficámos, assim, a conhecer cerca de 50% do que Portugal tinha, de facto, a intenção de dizer.

 

Obrigado, Ministro Krishna.

 

publicado por victorangelo às 20:54

Mas então o papel do discurso de Luís Amado estava à mão de semear e o indiano é assim tão distraído que não viu que o discurso não era o dêle?E quanto aos Direitos Humanos que figuram na Lista,ainda consta o da liberdade de crença em Deuses inventados pelo Homem à sua imagem e semelhança e Religiões concebidas segundo o seu interêsse,o que significa que os chamados teólogos se atrevam a definir Deus e pior um pouco,a proclamar que êle quer que cumpramos a Lei que figura nas Tábuas que êle
deu a Moisés,isto para os biblicos judaico-cristãos,sucedendo o mesmo àqueles que seguem o Corão que é a Lei que Deus,por intermédio dum Anjo,entregou a Maomé.
E assim desta maneira está considerado como um Direito Humano a liberdade de acção
dos que se dizem Mensageiros de Deus e que alienam e vigarizam os Povos para gozo e regozijo dos Poderosos Plutocratas,Mercadores e Especuladores da Bôlsa de Valores que
afinal são adoradores de Mercúrio,o Deus do Comércio e dos Ladrões e cuja estátua está
na Bôlsa de Valores.
Anónimo a 14 de Fevereiro de 2011 às 13:09

twitter
Fevereiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9



28


<meta name=
My title page contents
mais sobre mim
pesquisar
 
links
blogs SAPO