Portugal é grande quando abre horizontes

04
Mar 11

Foi dia de greve, um pouco por toda a parte. A razão principal teve que ver com o contínuo aumento do custo de vida e o receio que o sistema que liga os salários à inflação venha a desaparecer, num futuro não muito distante. Aliás, existe uma proposta da Alemanha, que vai nesse sentido.

 

O cabaz de compras de uma família tipo custa, neste país, cerca de 600 euros por semana.  O rendimento das famílias tem, por isso, que atingir o valor líquido mensal de 2576 euros, para que se ultrapasse o limiar da pobreza. O salário mínimo vale 1440 euros/mês. Muitos trabalhadores recebem, líquidos, pouco mais que isso. Ambos os cônjuges são obrigados a trabalhar, para poder responder às necessidades da vida. As famílias monoparentais constituem a grande massa dos novos pobres. 

 

Na região da capital e no Sul do país, a greve foi seguida por muitos. No Norte, apenas os trabalhadores das grandes unidades industriais e dos transportes interurbanos responderam ao apelo. O resto, fez um dia como os outros.

 

Vivi, neste contexto, uma experiência interessante. Sexta-feira é o dia das compras semanais. Ora, os supermercados da capital e dos subúrbios estavam fechados. O mesmo acontecia em todo o Sul.

 

Para não alterar os hábitos e os compromissos, peguei no carro, conduzi 24 quilómetros. Na Flandres, o Norte do país, estavam todos abertos. Lá entrei numa grande superfície da cadeia que costumo frequentar, fiz as compras e voltei para casa. Sem furar nenhuma greve. Deu-me, no entanto, a impressão que fora às compras ao estrangeiro. 

publicado por victorangelo às 19:53

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