Portugal é grande quando abre horizontes

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Jul 11

A cimeira da UE transformou uma boa parte da dívida grega em dívida a longo prazo e outra, em dívida perpétua. Sem contar que haverá igualmente uma insolvência parcial, a primeira no mundo Ocidental, desde o fim da Segunda Grande Guerra.

 

São medidas importantes. Não reconhecem, no entanto, que sem um investimento maciço na economia do país e sem mudanças profundas na política económica, a começar pela privatização do que pode ser privatizado e a abertura à concorrência de certas actividades até agora protegidas por medidas legislativas arcaicas e corporativistas, a Grécia não conseguirá sair do processo declínio em que hoje se encontra.

 

Entretanto, a influência de Angela Merkel saiu reforçada. Como van Rompuy viu as suas atribuições serem ampliadas.

 

Portugal e a Irlanda  vão beneficiar por tabela, com juros mais baixos, equivalentes aos da Grécia e com prazos de reembolso mais alargados. Mas não convém esquecer que uma extensão do período de reembolso significa, também, um alargamento do prazo durante o qual a política económica de ambos os países vai estar sob a supervisão apertada do FMI e da UE.

 

Finalmente, numa nota mais leve, diz-se que anda em Bruxelas, nos corredores do poder, um fantasma pesado e quase invisível. Quando aparece, por se vestir de presunção, desempenha um papel patético. 

publicado por victorangelo às 22:48

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