Portugal é grande quando abre horizontes

02
Nov 11

Os chorrilhos de asneiras sobre a Grécia continuaram a ocupar os meios de comunicação social portugueses, incluindo as redes sociais. Muitos quiseram ver na decisão do PM grego uma estratégia de mestre, quando na realidade se trata de uma acto de desespero político, uma tentativa de fugir a eleições antecipadas, um ganhar de tempo, do género, enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. Papandreou ficou sem opções e, como é frequente, nestes casos, fugiu para a frente. 

 

Na realidade, gregos querem o perdão total dos 300 mil milhões em dívida, bem como continuar com o mesmo nível de vida, custeado por novos empréstimos a fundo perdido ou a reembolsar nas calendas gregas. Vale a pena ser ambicioso, mas convém saber quais são os limites da ambição.

 

Entretanto, o acordo de 26 de Outubro fica suspenso. Neste caso, como em qualquer outro, as regras são simples. Sem aplicação do acordo, não há dinheiro fresco. Assim acontece com muitos países africanos, que, tendo um programa com o FMI, não o conseguem executar e ficam privados de apoio financeiro. Por que razão deveria a Grécia ser tratada de maneira diferente? Por pôr em causa a sobrevivência do euro, ou do sistema bancário europeu? Não me parece que esse risco exista. 

publicado por victorangelo às 22:20

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