Portugal é grande quando abre horizontes

24
Nov 11

Ontem não escrevi a nota diária neste blog.

 

Houve quem pensasse que eu tinha iniciado a greve geral, por antecipação, como aconteceu nos aeroportos.

 

Queria sossegar quem me lê. Não foi por motivos de paralisação ou por ter entrado em serviços mínimos. Respeito quem decide fazer greve, mas esta luta que é a minha não pára. Também não sou como aquele professor mediático que, por despeito por não ter sido escolhido para nada, pelo seu PSD, diz agora em toda a parte e a quem ainda o quer ouvir, que é a favor da greve. 

 

Os mercados também não param.

 

Hoje, desvalorizaram, uma vez mais, a notação portuguesa. Deram um sinal inequívoco: a crise da economia portuguesa vai continuar a aprofundar-se. Essa é a grande questão. 

 

Ontem, haviam dito que não a uma oferta pública de obrigações alemãs. O alarido à volta deste facto também não tem parado.

 

Exageros, digo eu. Os investidores não compraram dívida à Alemanha por três razões: a taxa de juro é muito baixa, quando comparada com obrigações de qualidade semelhante (AAA), disponíveis no mercado; o prazo de 10 anos é demasiado longo, num período de grandes incertezas e de mutações rápidas; finalmente, quem tem capital investe a muito curto prazo, em Espanha ou na Itália, a juros muito elevados, entrando e saindo dos mercados sem grandes demoras. 

 

A confiança nos líderes políticos europeus também não pára de cair. Com gravíssimas repercussões económicas e sociais. Criando ondas de instabilidade e de xenofobia

 

Há quem diga que parar é morrer. Mas há certas paragens que nos dariam um novo alento. 

publicado por victorangelo às 21:46

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