Portugal é grande quando abre horizontes

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Out 08

Em África, antes de uma visita presidencial a uma qualquer localidade, procede-se 'a pavimentação da estrada que leva ao lugar, 'a pintura dos edifícios que se encontram no itinerário oficial, compram-se bibes novos para as crianças das escolas, e distribui-se dinheiro sonante aos notáveis locais. Muitas destas coisas são feitas 'a última hora. Não só por não corresponderem a nenhum plano de longo prazo, mas por que se procura um efeito imediato, que se sabe ser de pouca duração, e por isso, tem que ser feito muito próximo do dia da festa.

 

Em Portugal,  os métodos serão diferentes, mas a esperteza política e' muito parecida. Os meios passam por um orçamento de Estado cheio de prendas -- salário mínimo a crescer para além do que e' habitual, pensões e subsídios para a terceira idade, revisões salariais acima da inflação, pela primeira vez em quatro anos, escolas e serviços sociais a proliferar como cogumelos depois de um dia de chuvas, obras públicas e projectos anunciados com a fartura de quem sabe que e' para adiar, passadas as eleições, etc.  A manha e' a mesma, a de procurar o máximo efeito antes do dia E.

 

Como dizia um dia um amigo Africano, o ideal seria convidar o Presidente a visitar-nos todas as semanas. Ou, em Portugal, organizar eleições todos os anos...

publicado por victorangelo às 11:42

E contudo Portugal está a dar importantes passos para a frente. mas era preciso ter mais disciplina, sim, e pararem com essas manias tipicamente de esquerda.
Il Conte a 29 de Outubro de 2008 às 22:39

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