Portugal é grande quando abre horizontes

13
Fev 12

Estamos nas vésperas de mais uma cimeira UE-China, desta vez em Beijing. Creio que será a primeira cimeira da humildade europeia. Até agora, os dirigentes da União olhavam para a China com algum desdém, com um ar de superioridade mal contida. Desta vez, será diferente. A Europa está mergulhada numa crise estrutural profunda, sente-se, de certo modo, à deriva, enquanto a China continua a ter uma visão expansionista e optimista da sua economia e da sociedade. 

 

Estamos a assistir um processo de reequilibragem das relações internacionais que é apenas natural. O que não era normal era ter um cantinho do mundo, meia dúzia de estados da Europa Ocidental, numa posição de domínio das relações económicas e políticas internacionais. Assim aconteceu durante séculos. Temos que aceitar a realidade e não cair na tentação racista, retrógrada, de diminuir ou ridiculizar o que é chinês. 

 

Entretanto, nem tudo são rosas, do lado chinês. Soube hoje que as despesas militares da China, que atingiram cerca de 120 mil milhões de dólares em 2011, vão chegar aos 238 mil milhões em 2015. Este acréscimo é enorme, fora de proporção, num espaço de tempo bem curto. Revela o peso político dos militares chineses, bem como os receios extremos que os animam, sobretudo em relação ao Japão e aos EUA. Vão levar a uma corrida aos armamentos, quando o que todos precisamos é de uma verdadeira corrida contra a pobreza.

publicado por victorangelo às 20:05

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