Portugal é grande quando abre horizontes

28
Set 12

Uma noite serena na cidade velha de Riga. É sexta-feira à noite, está tempo seco, 14 graus, a juventude veio para o centro da cidade. Trata-se de hábito que surgiu após a queda da União Soviética. Dá prazer ver as pessoas a desfrutar a tranquilidade de uma capital bonita, limpa e bem restaurada. E ver a beleza desta juventude. Há muita gente muito bela.

 

Dei a ultima volta, depois de dezassete dias na cidade, pela urbe antiga. Amanhã, a direcção é Frankfurt e assim sucessivamente. 

 

Quando cheguei, no início desta estada, e voltei à Academia de Defesa da Letónia, o edifício cheirava a pintura fresca. De facto, embora tivesse sido pintado há um ano, voltaram a faze-lo agora, antes do começo do nosso exercício. Para que tudo esteja apresentável e para honrar quem vem de fora. Lembrei-me, então, da rainha de Inglaterra. Elizabeth II quando sai do palácio em visita a qualquer ponto do reino fica sempre com a impressão que a Grã-Bretanha cheira a tinta...Creio que achará, ao fim de tantos anos de reinado, que assim é. Na verdade, é penas um país pintado de fresco, antes da chegada da rainha. 

 

Em Portugal, como as coisas estão agora, penso que seria assobiada. E talvez levasse com uma lata de tinta na cara. Andamos com as estribeiras perdidas, diria gente com um pouco de bom senso...É ou não é verdade?

 

 

publicado por victorangelo às 18:26


O bom senso é um conceito que não se ajusta à situação de todos os que sentem que estão cada dia com mais dificuldades. Em situações extremas o homem comporta-se como animal que é quando as necessidades básicas perigam.

Por isso é que os governantes agora se deslocam com grande aparato policial. Sabem disto.
Anónimo a 28 de Setembro de 2012 às 19:06

Bem visto e bem escrito. Obrigado. VA
victorangelo a 29 de Setembro de 2012 às 08:21

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