Portugal é grande quando abre horizontes

16
Nov 08

Ontem, sábado, passei o dia fechado numa sala, entre os Ministros dos Negócios Estrangeiros do Sudão, Chade, Líbia, Congo, Gabão, Eritreia, e o representante do Senegal. A rever o estado das relações entre o Chade e O Sudão.

 

Pouco havia que acertar, pois os vizinhos, Chade e Sudão, tinham trocado embaixadores uns dias antes. Foi um aborrecimento, a discutir se um novo funcionário, que vai ser colocado no topo do mecanismo de verificação da fronteira comum,  sera' conhecido como representante especial ou como coordenador-geral.

 

E passou-se duas horas, numa tarde de sábado, a tentar colocar umas palavras num comunicado final, que pouco acrescentava ao que já tinha sido acordado em reuniões precedentes.

 

A diplomacia exige muita paciência, muito tempo morto, para que se criem relações de confiança. Para ter paciência é preciso estar com a mente e o corpo repousado. Em forma.

 

Talvez seja por isso que muitos embaixadores dormem grandes sestas, depois de ingerirem fartos almoços. Para não falar na capacidade que sempre revelam quando se trata de resistir ao tédio...

 

Os políticos deveriam adoptar o mesmo caminho, para terem falas mais mansas e uma melhor predisposição para o diálogo. Se calhar todos os ralhos e zaragatas a que assiste na cena portuguesa surgem por que os políticos, os nossos dirigentes, andam a dormir pouco...

 

 

publicado por victorangelo às 19:32

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