Portugal é grande quando abre horizontes

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Nov 12

No seguimento do meu texto de ontem e dos comentários que suscitou, uma das questões que precisa de ser discutida parece ser a seguinte: quem são os principais países aliados do nosso país?

 

Portugal tem que contar com a cooperação e a convergência de interesses de países amigos, que partilhem os mesmos valores, os mesmos interesses e a mesma visão do futuro. Quais são esses países?

 

Nenhum povo, nesta era de interdependências, pode aspirar a viver isolado.

 

A questão subsidiária é como proteger os nossos interesses, numa comunidade de países similares e amigos? Cabe a nós, como é evidente, proteger o que nos parece ser do nosso interesse. E, ao mesmo tempo, entender o que deve ser partilhado e posto numa plataforma comum de ambições.

 

E, do outro lado da medalha, quem são os países que mais poderão ameaçar os nossos interesses e o nosso futuro?

 

Por que será que o debate público não abarca este tipo de questões? 

publicado por victorangelo às 20:37

A reorganização do xadrez dos poderes impõe de facto a génese de novas plataformas, novas afinidades e interesses novos.
Respondendo à questão deixada em aberto, penso que não se debate abertamente um assunto desta natureza porque a noção de soberania nacional evoluiu no seu significado e ainda existe algum tabu (ou negação) em relação a isso. Levanta alguns fantasmas.

Numa altura em que a humanidade atinge um grau de desenvolvimento ímpar deveríamos ter a nível mundial plataformas capazes de defender um entendimento global, capazes de defender os interesses dos diversos países de modo equilibrado.
As perguntas mais difíceis de responder são: como é possível que vivamos hoje tempos em que os sentimentos injustiça, a tensão e a instabilidade cresçam diariamente? Qual o papel de organizações como a ONU a OCDE, OMC (e outras) na realidade actual? Será um entendimento global um sonho demasiado arrojado? Onde ficam hoje os sonhos e as lições do pós 2ª Guerra?

Estaria Saramago correcto quando escreveu: " (...) nunca o mundo está contente, se o estará alguma vez, tão certa tem a morte?"
Será que a força motriz que faz andar a humanidade para a frente terá de ter assim tantos efeitos colaterais?
VascoB. a 26 de Novembro de 2012 às 12:33

É sempre mais fácil apontar os nossos inimigos.
E, ao encontrar os nossos amigos não podemos nunca esquecer que a nossa civilização cresceu em torno de uma irmandade onde sempre se encontrou um traidor, fosse Brutus ou Judas, Andeiro ou Miguel de Vasconcelos.
Primeiro, sem dúvida no primeiro grupo temos Espanha. É um tema que nem necessita de análise. Nos últimos 70 anos planeou invadir Portugal pelo menos duas vezes.
Segundo, também sem dúvida, os povos bárbaros que se encontram para além do Reno. Esses povos sempre foram inimigos da nossa civilização, no seu íntimo sempre desejaram destruir os povos do sul da Europa que tanto odeiam. É manifesto na leitura de um escrito de qualquer teórico do nacionalismo alemão ou nórdico, de qualquer prussiano com a senhora merkel, que eles odeiam a Europa Mediterrânica e Atlântica, Católica e Latina. O desejo dessa gente é repetir a invasão de Roma e destruírem a civilização que não criaram e que não têm. Cobiçaram os nossos mares, o nosso sol, as nossas terras férteis, a nossa cultura e alegria, a nossa vida. Desejam destruir a nossa civilização.
Hoje trocaram os panzer pela dívida, os seus obuses são a criação de uma dívida que gera mais dívida.
Terceiro, o inimigo estratégico. A China. A grande China que surge no mundo capitalista sem ter renegado a sua unidade estrutural interna: centralista e comunista.
Hoje, o capitalismo com a China conhece uma nova fase. Uma fase de verdadeiro imperialismo de estado. Inimaginável para K. Max ou Lenine. O comunismo chinês demonstra hoje que o motor de toda a história não é a luta de classes. Ela ao planear, como planeia, a conquista do mundo através dos instrumentos que o capitalismo lhe põe à disposição, demonstra que o motor da história é a ambição colectiva dos povos em obter o domínio dos outros povos e lutar pela sua própria sobrevivência. A luta de classe é um fenómeno secundário e meramente interna de um povo.
Com o “capitalismo chinês” o capital pela primeira vez não é dominado em Wall Street, pelos conhecidos senhores do dinheiro. É dominado em Pequim pelo comité central. O capitalismo deixa de ter como fim o lucro e o enriquecimento dos detentores dos meios de produção para passar a ter uma missão de domínio imperialista de um estado.
Vejamos agora os amigos e, necessariamente, os Brutus e Judas.
No nosso conflito histórico com Espanha apenas poderemos contar com os outros povos ibéricos como aliados, em especial a Catalunha e a Galiza. É assunto ibérico. O primeiro que busca a independência o segundo que deseja a unidade com Portugal.
No conflito próximo com a Alemanha prussiana e demais povos adversos à nossa civilização é manifesto que urge lançar uma aliança dos povos do Sul da Europa, da Europa cultural e histórica.
Nesse conflito as várias nacionalidades ibéricas são aliadas, como são os franceses, os italianos e os gregos. Estamos a falar de uma massa humana e territorial essencial da Europa, sem a qual a Europa não pode ser equacionada.
E, esta Europa do Sul, a nossa Europa é essencial para deter o avanço do capitalismo de estado chinês.
Só essa Europa o pode fazer energicamente, porque estamos a falar de um património universal que une povos de todo o mundo: os povos de língua (grego)/latinas.
A Lusofonia é uma essência da comunidade mundial.
A união dos povos de línguas latinas poderá sê-lo ainda mais.
Todavia esbarra com um problema internos, os conflitos entre as nações mães dessa língua, entre Portugueses e Castelhanos, Franceses e Italianos …
Mas estejamos atentos, todo o mercado mundial emergente, das matérias-primas ao consumo, está essencialmente localizado em países de língua latina. É essa comunidade que temos que exorcizar do demónio e influência dos países dos nossos inimigos, sejam alemães e nórdicos ou chineses.
Só essa força humana e económica mundial, devidamente orientada pela Europa do Sul, poderá fazer frente, em todas as frentes, ao avanço chinês.
Nesse combate podemos contar com aliados de relevo: a Rússia e o Japão. Inimigos milenários da China e aqueles que desde sempre tudo têm a perder com o domínio desse estado.
A proximidade da nossa Europa aqueles dois povos é essencial. Qualquer política de aliança passa pelo reforço dos elos que unem os povos do sul da Europa à Rússia e ao J
LFBT a 27 de Novembro de 2012 às 23:46

Caro LFBT,

O seu comentário é para ler com atenção e tirar as conclusões que se impõem Mesmo quem não está de acordo, terá que ter em atenção o que meu Amigo escreve.

Voltarei ao tema, que este assunto merece que continuemos o debate.

Amizades,

VA
victorangelo a 30 de Novembro de 2012 às 21:03

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