Portugal é grande quando abre horizontes

04
Dez 12

Fui o orador que encerrou o congresso da Universidade Nova de Lisboa sobre Segurança e Democracia. O objectivo de hoje era o de discutir o novo projecto de Conceito Estratégico de Segurança e Defesa Nacional.

 

Considero que Bacelar Gouveia, catedrático de direito da Nova, teve uma boa ideia ao organizar este congresso. Reuniu um bom número de oradores. Claro que cada orador disse o que quis. Mas assim é a academia.

 

O primeiro palestrante de hoje foi o Eng. Ângelo Correia, antigo ministro da Administração Interna e padrinho político de Passos Coelho. Falou durante quarenta minutos e disse uma série de coisas estranhas, ideias erradas, muita coisa incompreensível. Falou pelos cotovelos, repetiu-se várias vezes, propôs coisas que não fazem sentido no mundo de hoje nem têm em conta a experiência de outros, na UE.

 

Fiquei a pensar. Se foi gente desta que chegou ao poder, nos anos 80 e 90, e dominou a política nacional, então é mais fácil compreender as razões da crise actual que vivemos. 

publicado por victorangelo às 22:07

(acerca dos anos 80 e 90…)
As últimas três décadas mereciam uma análise profunda. Esta recessão que nos afecta não se instalou de um momento para o outro, ou melhor, a nossa falta de armas para lidar com ela prende-se com o país que fomos construindo. Infelizmente os nossos políticos só sabem apontar dedos e dizer: “ A culpa é sua sotôr.” Parece um disco riscado que ouvimos há anos. Merecíamos um debate mais sério e construtivo, apontar falhas e, acima de tudo, definir objectivos. De preferência com pessoas com ideias e não as habituais “roscas moídas”. Dizia alguém há tempos que as nossas verdadeiras elites estavam fora de Lisboa. Estejam onde estiverem, era bom que aparecessem… ou que lhes dessem voz…
VascoB. a 5 de Dezembro de 2012 às 00:01

Também lá estive na jantar nas Docas.
E também ouvi esse tal de Angelo Correia.
Vi a desolação a que o nosso comércio e os nossos serviços estão votados.
Depois de destruírem a agricultura, as pescas, as industrias … é a vez de destruírem o comercio e os serviços.
E também tenho ouvido os Ângelos Correia dessa Europa fora.
Só não escuto os que realmente mandam, pois estes não dão a cara, só ordenam aos seus marçanos …
São todos iguais. Todos nos governaram e nos continuam a governar.
E o que nos resta?
Olhar pelo futuro com a memória nos tempos felizes do passado e exclamar: o modelo actual está gasto! Ruptura, Soberania Defenestração!
Sim era 1 de Dezembro e os Portugueses não esquecem que para romperem com a Espanha, afirmando a sua soberania defenestrando o traidor.
Por mais que os traidores de hoje, para continuaram a exploração estrangeira queiram fazer esquecer o 1 de Dezembro ou o 5 de Outubro a Pátria continua eternamente viva!
LFBT a 5 de Dezembro de 2012 às 02:14

Caro Victor,
Frontalidade, esta e uma caracteristica k cada vez menos se encontra no nosso meio e k lhe sobra a si...por isso e tao agradavel e saudavel ler os seus textos....sendo rigoroso nas apreciacoes k faz e tambem conhecedor...ora infelizmente, nessa suposta academia, temos gente k nunca saiu da redoma dos gabinetes, gente k fala apenas em teoria...sobre o conceito estrategico ja se fizeram dezenas de conferencias...o resultado pratico e nenhum...
Parabens...
Joana Critica a 5 de Dezembro de 2012 às 14:09

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