Portugal é grande quando abre horizontes

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Fev 13

Acho estranho que a produção de ideias sobre questões de segurança esteja dominada, no nosso país, por um grupo de velhos militares na situação de reforma.

 

Não fico preocupado por se tratar de um número muito reduzido de pessoas, sempre as mesmas, embora ache que essa maneira de fazer as coisas não favorece nem torna possível o aparecimento de novas ideias, de perspectivas diferentes, que estes generais, almirantes e outras altas patentes andaram todos na mesma escola e rezam apenas por uma cartilha. Também não me aflige a mediatização que alguns desses velhos senhores procuram dar às suas intervenções públicas. Nem os jantares, como o de hoje, que organizam. Penso, até, que se trata de cidadãos com um elevado sentido de patriotismo, no sentido tradicional do conceito. Portugueses que merecem todo o respeito.

 

O que acho estranho é que sejam pessoas vindas da defesa, que é apenas uma faceta da segurança nacional, a ditar a agenda. E o resto? 

publicado por victorangelo às 20:46

Muito bom dia Dr Victor Angelo,
Se não forem os militares a pensarem na segurança em tempo de paz, qual é o grupo profissional na sociedade portuguesa que deverá pensar esta temática?
Que novas ideias e novas perspectivas está o Dr Victor Angelo a pensar para a segurança e a defesa num país, cujo poder político tem recusado desde 1974 sistematicamente pensar esta problemática? Fusão de polícias? Reduzir as FA's à incapacidade de actuação? Criar milicias locais?
Cordialmente Joao Nabais
Joao Nabais a 23 de Fevereiro de 2013 às 11:46

Caro Dr. João Nabais:

Agradeco o seu comentário que aproveito como inspiração para o poste de hoje. Como sabe, a questão da segurança nacional de Portugal -- que de facto não tem sido tratada a sério pelos diferentes governos, o que está a colocar o nosso país numa situação de insegurança e de fragilidade perante as varias ameaças -- não é apenas uma questão militar.

A segurança nacional, na Europa e no espaço a que pertencemos, tem muito que ver com o papel dos serviços de inteligência , com as polícias, com as parcerias externas, com a articulação entre as polícias e os militares, etc, etc. Ou seja, é bem mais complexa e compreensiva do que parece, e, sobretudo, do que a maneira como tem vindo a ser tratada, por uns e pelos outros.

Fico também grato pelo facto de ler o que vou escrevendo.

Cordialmente,

VA
victorangelo a 23 de Fevereiro de 2013 às 21:43

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