Portugal é grande quando abre horizontes

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Abr 13

Um outro José Vítor, de apelido Malheiros, jornalista no Público, escrevia hoje na sua coluna semanal:

 

“No domínio do trabalho político gracioso há nos Estados Unidos uma tradição secular: profissionais de reconhecido mérito e sem necessidades materiais oferecem, uma vez abandonada a sua actividade profissional, alguns meses ou anos de trabalho ao Estado – como embaixadores plenipotenciários, enviados especiais, presidindo a comissões, etc. – em troca de uma remuneração simbólica. Chamam-lhes os “dollar a year men”. Mas esta contribuição deve ser dada quando já não possam existir conflitos de interesse e não com a esperança de capitalizar a posteriori os conhecimentos e a influência obtidos nesses lugares. Pode ser uma ideia”

 

Pois é, caro José Vítor. O seu homónimo ofereceu os seus préstimos a Portugal, nessas condições, de um euro por ano, em 2010, e o governo ficou com um olhar vago, sem saber como tratar da oferta. E a coisa morreu com o tempo.

 

O mais curioso é que poderia ter sido reintegrado na função pública, com um salário de técnico superior e ser, em seguida, colocado numa prateleira de quadro de adidos, sem atribuições mas a ser pago todos os meses.

 

Pode ser, de facto, uma ideia, mas que em Portugal não tem asas para voar.  

publicado por victorangelo às 21:23

Trata-se nitidamente de um caso de "excesso de habilitações". À partida posso parecer irónico, mas infelizmente não imagina a quantidade de gente capaz e cheia de vontade de trabalhar na Função Pública ou apenas de se voluntariar em funções a bem comum que simplesmente são encostados pelo excesso de capacidades. Na verdade são vistos como ameaças por quem não sabe ler nem escrever nem sabe explicar como chegou a onde está.
Uma sociedade que continuamente afasta os melhores está a autocondenar-se ao desaparecimento. Veja-se o caso da civilização Maia. Durante seculos o seu credo implicava o sacrifício como oferta aos deuses dos mais belos, fortes e inteligentes. Faziam-se provas em que os vencedores eram sacrificados. Obviamente que quando os espanhóis chegaram aquela civilização encontraram um povo raquítico e em declínio, andaram seculos a apurar os mais fracos e assim andamos nós...
Foi muito interessante ler as suas palavras mas não consigo deixar de sentir uma tremenda frustração.
Cumprimentos.
VascoB. a 24 de Abril de 2013 às 10:09

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