Portugal é grande quando abre horizontes

19
Nov 13

O meu escrito de ontem sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) mereceu um comentário muito pertinente do meu Amigo LFBT. Aconselho a ler o que ele anotou. E respondo que a solução para o que funciona mal no que respeita ao nosso SNS não é, como aliás ele bem frisou, a medicina cara e comercial praticada pelos seguros de saúde privados. A solução é um SNS mais eficiente, mais justo, mais equilibrado e mais acessível e atento aos que mais precisam. E mais médicos, de família e especialistas.

Mas, acima de tudo, há um problema de atitude que é preciso resolver. Não apenas a atitude que LFBT encontrou nalguns casos da medicina privada, que passa por tentar levar ao consumo de tratamentos que não se justificam. Falo, também, de uma atitude mais geral, que leva muitas vezes os médicos a não ver a pessoa, no sentido de não lhe dar a consideração, a atenção devida, e a tratar os pacientes por cima da burra.

 

Tenho ainda presente que os mais pobres hesitam em ir às consultas não apenas por que não querem ser humilhados mas também porque “descobrir” que se está doente acarreta despesas, que mesmo subsidiadas, são incomportáveis para quem não tem recursos.

 

Ou estarei enganado?

 

 

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 22:22

De facto é bem verdade que podemos melhorar e rentabilizar o que temos, não só na Saúde como em diversos outros sectores da FP. Na minha óptica a solução não passa por privatizar mas sim por realizar uma gestão semelhante à do sector privado. A começar pela responsabilização de cada um dos trabalhadores de alto a baixo da hierarquia. E aqui não me fico pelo topo. Quem já trabalhou na FP verifica facilmente que ao nível do fundo da hierarquia existe muitas vezes um sentimento total de impunidade, desde material consumível que desaparece e vai para casa, desde horários que não são cumpridos, telefones à descrição, falta de boa vontade e até às vezes de simpatia (que nalguns países faz parte das obrigações), processos que são colocados à frente por amizade... Há muito o sentimento que não existe patrão, é do Estado, é de todos. E estas situações não são fáceis de controlar como parecem.

Num modelo "tipo-privado" haveria contas a prestar. Este laxismo não teria lugar.

É obvio que este comentário não é muito politicamente correto, na medida em que os menos diferenciados são mal pagos e os chefes são pagos para gerir estas situações da melhor forma... mas ainda assim é mais uma vaca sagrada, mais um tabu que convém discutir. Nem sempre são só os Generais...
VascoB. a 19 de Novembro de 2013 às 23:21

twitter
Novembro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9


20

30


<meta name=
My title page contents
mais sobre mim
pesquisar
 
links
blogs SAPO