Portugal é grande quando abre horizontes

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Dez 13

Quem não consegue imaginar o futuro passa o tempo a recriar o passado.

 

Assim nascem os saudosistas e assim se inventa a história.

 

E quando se torna verdadeiramente difícil ter ambição em relação ao futuro, inventamos um passado que nos dê a satisfacção, que compense a frustração que sentimos quando olhamos para o tempo à nossa frente.

 

Uma sociedade em crise gera mais saudosistas e nacionalistas tresloucados do que criadores de futuros. Produz mais revolta do que esperança.

publicado por victorangelo às 21:09

É a esperança que amolece, que evita a revolta!
Por isso, o actual poder cultiva a esperança.
"Zézinho, tem esperança que os tempos de fartura voltarão": diz o banqueiro alemão. Vai apertando o cinto, continua. Voltarão, mas para ele!
É da revolta nascem as soluções do futuro.
Por isso, no capitalismo cultiva-se a esperança e no patriotismo a revolta contra situações que nas nossas crenças estão na origem de situações de humilhação da nossa História, do nosso Povo e do nosso futuro.
Digo-lhe, não tenho esperança que o banqueiro alemão devolva o que nos tira.
Tenho a certeza que na revolta o Sol brilhará novamente.
Um Povo que luta tem orgulho de si e não se deixará vencer.
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»
LFBT a 6 de Dezembro de 2013 às 01:52

Caro Vítor
O passado e o futuro não são realidades antagónicas. São e devem ser complementares. Do passado retiramos ensinamentos que nos permitem projectar com mais segurança o futuro. Porque o futuro não é uma entidade abstracta que nasce do nada. Nasce do presente com as raízes do passado. O passado por convenção chama-se história. Desvalorizar a história é um erro tão grave como sobrevalorizá-la.
Uma sociedade em crise resulta muitas vezes de erros do presente que ignora o passado. Diz bem: uma sociedade em crise gera "nacionalismos tresloucados", mas na minha observação resultam dos circunstancialismos do presente. Do desequilíbrio dos poderes. Do predomínio da ganância em detrimento da equidade. Das lideranças, da sua incompetência e dos seus interesses. Do apelo a valores xenófobos. Mas insisto, por detrás de tudo está sempre o mesmo problema, a desigual repartição da riqueza. Volta a dizer bem. uma sociedade em crise nunca gera esperança. Gera revolta. A revolta dos desesperados dispostos a aceitar soluções radicais e totalitárias. O problema não é lembrar o passado é esquecê-lo.

Cumprimentos

MG
Naçao Valente a 6 de Dezembro de 2013 às 17:19

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