Portugal é grande quando abre horizontes

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Dez 13

Quem anuncia um mundo novo, que começará dentro de cinco ou seis meses, logo que o actual programa com a Troika terminar, está certamente a gozar com o pessoal. Ou então, tem vistas curtas e ignorância em demasia.

 

Por outro lado, os que dizem que vamos ter um regime de austeridade por mais quinze ou vinte anos – há quem afirme coisas dessas – não tem em conta as potencialidades que existem nem a capacidade de fazer coisas e de encontrar soluções inovadoras.  É gente com uma visão fatalista do futuro, que pensa que o amanhã é apenas uma mera projecção do passado e do presente.

 

O fim da austeridade está, acima de tudo, nas mãos de todos nós. O Portugal que teremos amanhã será o país que a nossa iniciativa, diligência e sabedoria terão construído. Passará, é verdade, por uma melhoria bem marcada da classe política. Não o nego. É mesmo indispensável. Mas resultará sobretudo da nossa vontade de fazer coisas, de encarar o futuro com vontade de vencer, da nossa habilidade e vontade de arriscar e apostar em coisas novas – a “mentalidade de funcionário”, que hoje define a maneira de ser de muitos de nós, não é suficiente para nos tirar do subdesenvolvimento.

 

Estas são as verdades que temos que colocar em frente do nosso espelho. Já o velho Sócrates, na Atenas Antiga, dizia que a sabedoria passa pela coragem na crítica de nós próprios, sem hesitações nem desculpas.

 

O resto é conversa de gente que puxa para baixo. Gente que aliás enche todos os dias os jornais e as televisões com asneiras, ressentimentos e amarguras pessoais.

publicado por victorangelo às 20:54

Portugal dificilmente mudará. Nós não queremos. Achamos, vá lá saber-se porquê, que o dinheiro continuará sempre a aparecer. Mentalidade de funcionário, como muito bem diz, de que todos padecemos.
Kruzes a 28 de Dezembro de 2013 às 16:45

"Desde o advento da civilização, chegou a ser tão grande o aumento da riqueza, assumindo formas tão variadas, de aplicação tão extensa, e tão habilmente administrada no interesse dos seus possuidores, que ela, a riqueza, transformou-se numa força incontrolável, oposta ao povo.
A inteligência humana vê-se impotente e desnorteada diante de sua própria criação. Contudo, chegará um tempo em que a razão humana será suficientemente forte para dominar a riqueza e fixar as relações do Estado com a propriedade que ele protege e os limites aos direitos dos proprietários.
Os interesses da sociedade são absolutamente superiores aos interesses individuais, e entre uns e outros deve estabelecer-se uma relação justa e harmónica.
A simples caça à riqueza não é a finalidade, o destino da humanidade, a menos que o progresso deixe de ser a lei no futuro, como tem sido no passado. O tempo que transcorreu desde o início da civilização não passa de uma fracção ínfima da existência passada da humanidade, uma fracção ínfima das épocas vindouras.
A dissolução da sociedade ergue-se, diante de nós, como uma ameaça; é o fim de um período histórico - cuja única meta tem sido a propriedade da riqueza - porque esse período encerra os elementos de sua própria ruína” (MORGAN, “A Sociedade Antiga”, citado por ENGELS em “Origem da Família, do Estado e da Propriedade Privada”).
LFBT a 29 de Dezembro de 2013 às 14:26

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