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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Depressões

As imagens do telejornal de hoje cansaram a vista e o cérebro. Poderiam mesmo ter levado a depressões graves.

 

O Procurador-geral da República veio dizer que Portugal não está preparado nem tem condições para investigar os crimes financeiros. A alta finança está fora do alcance da lei, é a interpretação. Os meios existentes são, segundo deixou entender, os que serviam para combater o crime na pré-história que antecedeu, há vinte anos, a internet. E o senhor diz isto como se estivesse a contar-nos as peripécias de uma viagem recente às Berlengas, num dia calmo de Verão.

 

A famosa Assembleia da República votou o Estatuto dos Açores, com o CDS a juntar-se ao PS, com a clara intenção de ajudar o PS a afundar-se numa confrontação institucional com o Chefe de Estado. O PSD absteve-se, quando deveria ter votado contra. Teria sido coerente com a sua convicção de que o diploma contem disposições inconstitucionais e com o facto das suas propostas de alteração dos artigos 114 e 140, propostas que respondiam às preocupações expressas pelo Presidente, não terem sido aceites.

 

E depois, houve a votação estranha e que caiu como um cabelo na sopa, em que os Deputados retiraram aos emigrantes o direito ao voto por correspondência. Deve ser por causa do custo das franquias e dos selos dos correios.De facto, esta crise não tem limites.

O senhor das primeiras habilidades apareceu então a falar no "Cabo das Tormentas". Interessante comparação, pois quem conseguia ultrapassar o Cabo nas cascas de nozes que eram as nossas caravelas de então, fazia-o muito enjoado e a dizer muito mal da sua vida. Os que sobreviverem a crise de 2009 não deixarão, também, de se sentir muito enjoados com tanta agitação e frenesim político, com as tempestades que os partidos gostam de fazer em chávenas de chá. E dirão muito mal de certos actores da vida pública. De facto, que tormenta que certos senhores conseguem ser.

 

Depois, apareceram aqueles cavalheiros, com ar próspero mas vestidos de tristeza, de cinzento e negro, preocupados com o estado de pouca graça do BPN, a chorar os fundos perdidos. As câmaras ainda procuraram o conhecido Conselheiro de Estado, mas o homem anda agora noutras andanças. Deve estar em Marrocos, à procura da credibilidade perdida, como quem busca uma moira encantada.

 

Felizmente que tivemos direito  às imagens do almoço de Natal do PSD. Tudo gente fina, embora muitos deles andem sempre de faca na liga, à espera da primeira oportunidade para poderem assassinar a líder. Lá estava o Pedro, na mesa de honra, que os felinos políticos têm sete vidas e muitas faces. Mas são perigosos, como todos os animais selvagens.

 

Logo de seguida veio aquele senhor muito intelectual de barbas, o pereiras mansas, dizer que com o Pedro candidato a Lisboa, ele, homem muito do PSD, não consegue apesar disso tragar a pílula amarga e vai exilar o seu cartão de eleitor para uma aldeia escondida, a pelo menos vinte léguas da capital, e continuar assim, com toda coerência que lhe parece coerente, a votar pela sua dama.

 

Nesta altura, e antes de entrar em parafuso, a melhor solução foi a de mudar de canal para a Al- Jazeera. Fugir não só à RTP, mas também à CNN ou à BBC, que estariam certamente a mostrar imagens horríveis sobre a crise da indústria automóvel, ou sobre a queda sem rede da Libra. Só que as imagens que estavam a passar no ecrã vindo do Golfo Pérsico eram as relativas ao colapso do Governo belga, por pressões indevidas sobre o sistema de justiça, no caso do Banco Fortis.

 

Há dias em que é melhor não ligar a televisão.

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