Portugal é grande quando abre horizontes

23
Jan 09

Face 'a falência das empresas, como a Qimonda, o governo não pode cair na ratoeira, que lhe seria fatal, de fazer acreditar que vai conseguir salvar todos os postos de trabalho, arranjar soluções para todas as derrocadas, encontrar participações financeiras 'a esquerda e 'a direita. Seja-se realista. Os problemas continuarão a avolumar-se. O Estado não vai poder acudir a todos os casos de ruptura económica.

 

A crise 'e muito profunda. Vai, infelizmente, fazer afundar toda uma série de unidades produtivas. O desemprego e o sentimento de impotência das famílias vão aumentar de forma bem visível e dar lugar a crises humanas de grande dramatismo.

 

A linguagem da verdade 'e a única que poderá  preparar as pessoas para que procurem soluções criadoras, como o fizeram os fazendeiros brancos quando Mugabe lhes retirou o modo de vida e o ganha-pão, para que inventem vias de saída, criem associações de pequenos produtores, novas áreas de produção, etc.

 

Por outro lado, o papel do governo e' o de promover uma política de renovação profissional, que ensine os trabalhadores a fazer outras coisas, uma formação que abra perspectivas de auto-emprego, que ajuda na criação de microunidades empresariais, que prepare os jovens para o mundo das tecnologias digitais e para o comércio internacional.

 

Alimentar falsas esperanças e' demagogia que vai acabar por sair muito cara a quem a promover. A humildade que vem com a verdade e' o que nos faz falta para já.

 

Senhor primeiro-chefe, baixe o tom da voz e proponha alternativas. Seja humilde. Não crie ilusões. Tentar levar as falências nos braços, como quem transporta bebés, não e' solução. Vire-se para o futuro, por favor.

 

 

publicado por victorangelo às 20:36

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